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sexta-feira, 10 de março de 2023

CHAMADO


 

Você prefere ser chamado de cristão ou evangélico? Certa vez, Caroline Celico, ex-mulher do ex-jogador Kaká, disse à imprensa que não gosta de dizer que é evangélica, mas cristã. Não sei se ela conhece exatamente as nuances entre uma e outra palavra. Mas, quando li isso, me lembrei de uma palestra apresentada anos atrás pelo pastor e escritor George Knight, durante a qual ele respondeu à pergunta: Os adventistas são evangélicos? Ele respondeu: “Não me preocupo se somos evangélicos. Devemos, sim, é ser bíblicos.”


Atualmente, o nome “evangélico” está muito desgastado. Geralmente, ele evoca a imagem de pessoas alienadas, fanáticas, adeptas da teologia da prosperidade ou de uma religiosidade meramente emocional e divorciada da realidade cultural que as rodeia; religião que prega o reino de Deus aqui e agora e a Parousia para o futuro distante; a graça barata da qual falou Bonhoeffer; a salvação sem cruz e nem juízo; o povo do “Cara” lá de cima e não do Deus Criador que, a despeito de ser Pai amoroso, também inspira reverência e profundo respeito.


Muitos evangélicos sinceros têm se mostrado preocupados com o dogmatismo antibíblico. Dogmatismo este que contamina o viver religioso de multidões que dizem amar a Bíblia. Sabe o porquê? Porque apesar de tão preocupados, quase não a abrem para ler e muito menos a estudam.


 

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