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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

SACERDOTE

 “Ora, do que estamos dizendo, o ponto principal é este: Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor fundou, e não o homem” (Hb 8.1,2).

O fato de não mais vivermos uma realidade do Antigo Testamento faz com que, necessariamente, pensemos figuradamente na ideia de um sacerdote, mais especificamente, um sumo sacerdote. No entanto, nós realmente temos um! Não é figurado! Nosso Senhor Jesus Cristo adentrou os céus para se tornar nosso representante em todas as coisas. Deus não nos vê mais diretamente, mas através de Cristo. Isso quer dizer que, ao invés dos nossos pecados, ele enxerga a justiça de Jesus. De igual forma, Deus não trata mais diretamente conosco, em dívida de sangue com ele, mas com Cristo, nosso representante, que já morreu por nós, quitando completamente nosso débito.
O autor aos Hebreus, que pode ser o apóstolo Paulo pelo que vemos ao final de escrito (referência à Itália e a Timóteo sugerem isso), tem como objetivo exaltar a Pessoa e obra de Cristo tomando como base de comparação o Antigo Testamento. Dessa forma, começando da própria revelação, passando pelos anjos, Moisés e o sacerdócio levítico, destaca o Messias como sendo muito superior a todos eles, pois é “a expressão exata da ser de Deus”, ou seja, o próprio Deus em figura humana.
Contudo, dentre essas verdades e comparações, nada se compara ao fato de que Jesus é nosso sumo sacerdote. Dessa forma, escrevendo a judeus cristãos, o autor aos Hebreus toma assuntos hebraicos explicando como as profecias do Antigo Testamento se aplicam e se cumpriram na realidade do Novo Testamento, isto é, na igreja. Neste impressionante extrato, o texto transcrito acima, ele faz uma espécie de resumo temático do que estava tratando recentemente. Seu objetivo é afirmar o mínimo doutrinário irredutível que seu público-alvo deveria reter e assimilar.
O primeiro ponto disto é: “temos um sumo sacerdote”. É curioso observar isso. Embora não tenhamos mais a exigência de um Templo com um altar de sacrifício, continuamos a ter um sumo sacerdote. No entanto, tal sumo sacerdote, constituído para sempre segunda a ordem de Melquisedeque, realizou um único sacrifício santo e eterno para nunca jamais oficiar novamente. Ofereceu-se a si mesmo na cruz para saldar definitivamente a dívida de cada um de nós, os eleitos. Ele não é meramente humano, mas também divino.
Foi exatamente isso que lhe deu o direito de se assentar nos céus, à direita do trono de Deus. Na verdade, temos aqui uma asseveração baseada em figuras. Deus, sendo Espírito, não necessita de um trono para sentar-se. O que o autor aos Hebreu quer enfatizar é o governo de Cristo, em harmonia perfeita com Deus. O autor aos Hebreus chama este lugar de verdadeiro santuário, pois é uma referência ao “lugar” da habitação da Trindade – é onde Deus realmente “mora”. Não era um lugar como o Tabernáculo do deserto, construído por mãos de homens, lugar físico, que não podia reter a divindade.
A morada de Deus nos céus não foi construída por mãos humanas, mas “lugar” fundado e estabelecido pelo próprio Deus. A especialidade deste lugar não está “apenas” na sua localização, mas no acesso que ele permite. Uma vez que o nosso sumo sacerdote governa uma nova humanidade, a igreja, em harmonia com Deus, tem acesso direto ao Pai, intercedendo por nós diretamente na presença da Trindade, na sua morada celestial.
Dessa forma, o autor aos Hebreus distingue Jesus Cristo dos sacerdotes do Antigo Testamento: enquanto na antiga ordem eram pecadores que intermediavam o contado do povo com Deus, o atual sumo sacerdote já é o próprio Deus; enquanto os sacerdotes de Israel oficiavam na terra, nosso Senhor oficia nos céus, na presença de Deus; enquanto os do Antigo Testamento sacrificavam animais, vítimas simbólicas e sem valor algum em si mesmas, o Mediador do Novo Testamento sacrificou a única vítima que realmente seria aceitável a Deus, ele próprio.
Com isso, fica provada e estabelecida a superioridade da vida com Deus que temos no Novo Testamento, uma vez que a obra de Cristo está consumada. Estamos no Santo dos Santos, unidos com Cristo, na presença de Deus. Essa é a verdade insuperável! No entanto, não pode ser apenas algo conceitual, uma informação verdadeira. Deve ser a nossa experiência constante! Enxergarmo-nos favorecidos por Deus, à sombra do Onipotente, acolhidos sob suas asas, com nossos corpos neste mundo, mas nossa alma habitando o esconderijo do Altíssimo.
Confiemos naquilo que nosso Senhor realizou e vivamos para sua glória. Que o Senhor nos ajude a viver confiadamente. Que creiamos piamente naquilo que foi realizado na cruz. Sejamos sempre agradecidos pela plenitude que podemos viver na profunda comunhão com Cristo, por meio deste sacerdócio eterno que Jesus realiza hoje em favor de seu povo. Confiemos naquele que tem a experiência de nossa dor e necessidade, todo sábio e poderoso para dirigir a nossa vida. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus

AMANHA

 Em Mateus 8:26, Jesus pergunta “Por que vocês estão com tanto medo, homens de pequena fé?” Esta é a uma boa pergunta. Às vezes o medo pode ser saudável. Pode impedir uma criança de atravessar uma rua movimentada. É a atitude apropriada para um edifício em chamas ou um cachorro rosnando. Medo por si só não é pecado. Mas pode levar ao pecado.

Se nós medicamos o medo com explosões de raiva, afastamento carrancudo, ou controle exagerado, nós excluímos Deus da solução. O medo pode encher o nosso mundo, mas não precisa encher os nossos corações. Sempre vai bater à porta. Mas não precisa o convidar para jantar. A promessa de Cristo é simples. Podemos temer menos amanhã do que hoje.


AGRADAR



“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:10).


A Escritura nos chama a lidar com as pessoas de forma bondosa, gentil e amorosa. O bom testemunho abre portas, constrói pontes e, muitas vezes, prepara o coração para que o evangelho seja ouvido e acolhido. A fé cristã não é áspera nem indiferente, pois ela se expressa em palavras brandas, atitudes respeitosas e amor sincero. Deus usa relacionamentos saudáveis para atrair pessoas a Cristo.


Entretanto, há um perigo sutil e implacável: estruturar a vida em torno do desejo de agradar aos outros. Esse caminho parece piedoso, mas é espiritualmente adoecedor. Primeiro, porque é uma missão impossível. Por mais que você se esforce, faça, doe e se sacrifique, sempre haverá desagrado. Não somos perfeitos e não agimos perfeitamente. Até mesmo o amor que oferecemos é limitado, falho e marcado por nossas fraquezas. Além disso, a forma como o outro recebe o que fazemos é parcial, filtrada por expectativas e percepções próprias. Às vezes, até mesmo ingratidão. Assim, quem vive para agradar jamais descansa.


O segundo motivo é ainda mais profundo: o alvo do agrado está equivocado. Em Cristo Jesus, fomos chamados para agradar a Deus. Paulo afirma com clareza que viver para agradar aos homens é incompatível com ser servo de Cristo (Gl 1:10). Quando buscamos agradar a Deus, inevitavelmente desagradaremos algumas pessoas e, muitas vezes, ao nosso próprio coração. Creio que esta é uma verdade clara para todo cristão. Assim, procure agradar a Deus sobre todas as coisas. 


Mas cabe um alerta! Isso jamais é desculpa para ser rude, mal-educado ou impaciente com o irmão. Ao contrário, quanto mais buscamos agradar a Deus, mais somos moldados à semelhança de Cristo, que foi manso, humilde, paciente e amoroso. Um segundo alerta! Seja sensível e grato àqueles que tentam agradar você. Reconheça esforços, valorize gestos e responda com graça. Seja sinceramente grato. 

Portanto, a quem você quer agradar? A resposta moldará suas decisões, seus relacionamentos e sua paz diante de Deus.


TEMPO

 Nós bem sabemos, que tempo, palavras e oportunidades são coisas que não voltam. 

Por isso, peça a Deus que a sabedoria venha ser o alicerce das suas decisões. 

TEMPO, aprenda a administrar o seu para não perder com coisas que nada acrescentará na sua vida. Lembre-se, o tempo não volta!

PALAVRAS, use-as com sabedoria pois depois de proferidas, elas podem edificar ou destruir, inclusive a nós mesmos(as).

OPORTUNIDADES, recorra a Deus para que tenhas coração puro e visão de águia pois assim, você não perderá as oportunidades que a vida vier lhe oferecer 


VENENO


A língua pode dirigir, destruir ou deleitar. A língua é fogo devastador e veneno letal. A língua é destruidora, indomável, incoerente e assaz perigosa. Há aqueles que se rendem à mentira. Há outros que espalham boatarias perniciosas. Há aqueles que, jeitosamente, torcem as palavras e alteram fatos para denigrir a imagem do próximo. Muitos falam mal do próximo, tornando-se juízes impiedosos e transgressores da lei. Há aqueles que se calam quando deveriam falar e há outros que falam quando deveriam se calar. Oh, que Deus nos ajude a usar a nossa língua para glorificar a Deus e abençoar o próximo! 


DENTRO


“Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.”

Gênesis 17:1


Abraão tinha um relacionamento com Deus. O homem considerado “pai na fé” teve o privilégio de falar e ouvir Deus como se fosse um ser humano.


Em uma de suas aparições, Deus diz que Abraão deve andar na Sua presença e ser perfeito. Mas como, se ele era imperfeito?


Embora sejamos sujeitos a errar por causa do mundo em que vivemos, não devemos mais ser influenciados por ele. Andar com Deus (viver com Ele, em Sua presença) deve ser o nosso estilo de vida.


À medida em que este laço fica mais estreito, nossa semelhança com Jesus vai aumentando e vamos nos aproximando da perfeição dEle.


Você sabia que Deus quer que você melhore continuamente? Sim, Ele te ama como você é e está sempre pronto para te perdoar, mas isso não significa que Ele se conforma com o seu estado hoje – Ele sabe que você pode ser melhor e planeja o seu aperfeiçoamento.


No entanto, você apenas seguirá rumo à perfeição se você deixar que Ele “mexa” no seu interior, e isso não será agradável para a sua carne. Você está disposto?


Se você estiver, este é um processo que o resultado será apenas para o seu bem e o das pessoas à sua volta, mas o tempo que demorará e como ele se dará dependerá da sua disposição em obedecer.


Deixe Deus te transformar. Ande com Deus e deixe que Ele trabalhe no seu interior a ponto das pessoas enxergarem Jesus em você!


Oração: Pai, tenho aprendido que andar na tua presença é o que modificará toda a minha vida. Tenho visto também que, para que eu seja cada dia mais parecido com Jesus, eu preciso permitir que o Senhor “mexa” no meu interior e mude aquilo que precisa ser mudado. Por mais que doa e me incomode muitas vezes, sei que esse é o processo, então, fique à vontade para modificar o que preciso for. Eu quero alegrar o teu coração e ser uma pessoa cada dia melhor. Em nome de Jesus, amém.

FLORES

  As flores do jardim conventual são contempladas diariamente, pois elas elevam a alma. Na minha opinião quem não planta flores não sabe viver com plenitude. Me identifico mais com aquelas flores que florescem para além da primavera. A coragem de floresce é o grande diferencial, caminho para a superação. Sim, existe uma coragem que não se confunde com euforia nem com ausência de dor. É aquela que permanece mesmo quando tudo parece estéril, quando o solo ainda guarda marcas de invernos prolongados. Algumas vidas aprendem cedo que esperar condições ideais é um luxo raro e, por isso, escolhem florescer com o que têm, onde estão, do jeito possível. Essa coragem não ignora a aspereza do caminho, mas também não se deixa definir por ela. Há almas que compreenderam, no silêncio das próprias lutas, que a estação mais importante não acontece fora, mas dentro. Quando o coração decide não se fechar, mesmo ferido, algo começa a se renovar sem alarde. A primavera interior não elimina as noites frias, mas garante que elas não sejam o fim da história. Deus age assim, discretamente, sustentando a seiva invisível que continua circulando quando tudo parece parado. O mundo vê apenas resistência, mas por dentro acontece um trabalho delicado de reconstrução, de reconciliação com a própria fragilidade. Flores corajosas não são as que nunca enfrentaram o gelo, são as que não permitiram que ele endurecesse a raiz. Elas aprendem a transformar espera em profundidade, queda em aprendizado, silêncio em escuta. Não se apressam em provar nada, apenas seguem fiéis ao impulso de viver que as habita. Há uma beleza madura nesse florescer que não depende de aplausos nem de condições favoráveis. Ele nasce da confiança de que a vida, mesmo atravessada por contrastes, continua merecendo entrega. Assim, pouco a pouco, o coração encontra sua própria estação de luz, não porque tudo ao redor mudou, mas porque algo dentro decidiu permanecer aberto. E onde há abertura, a vida sempre encontra um jeito de florescer. 

DOR

 A dor causada por pessoas é real.

 Mas ela não redefine quem Deus é.


Confiar em Deus não é o mesmo que confiar cegamente em gente.

 Pessoas falham. Líderes falham. Igrejas falham.

 Deus, não.


📖 “Maldito o homem que confia no homem.”

 A Bíblia nunca romantizou líderes.

 Ela sempre apontou pra Deus.


Não abandone a fé por causa de decepções humanas.

 Não entregue seu propósito nas mãos de quem te feriu.


Deus não ignora sua dor.

 Ele cura feridas sem destruir o chamado.


Perdoar não apaga o que aconteceu.

 Mas impede que a ferida vire prisão.


👉 Agora me diz com honestidade:

 Você já precisou perdoar alguém dentro da igreja?

 Comenta.


 Cura começa quando a dor encontra verdade.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

DECISÕES

 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

Certamente, algo que mais angustia o coração humano é decidir. Há decisões que causam o que podemos chamar de "boa angústia", quando há propostas tão boas e abençoadoras que temos receio de não saber escolher a melhor.
No entanto, as terríveis angústias se dão quando se trata de decisões que acarretam perdas e sofrimentos, aquelas que, não importando qual seja a conclusão a que chegarmos, algum sofrimento, perda ou prejuízo, ocasionará. São atitudes que não implicam o certo ou o errado, porém escolher entre possibilidades lícitas que resultarão algum sofrimento ou perda.
Pode ser um exercício mental simplesmente imaginar as consequências, projetar os resultados, a fim de concluir o menos danoso. É importante decidir destacando um correto raciocínio, baseado na razão. Certamente, é acertado dizer que não se deve tomar decisões com o coração. Na verdade, isso é bíblico! Deus já disse através do profeta: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? (Jr 17:9). Nossos sentimentos não são confiáveis, pois não são infalíveis, ou seja, podem se manifestar tendenciosos e parciais.
Agostinho, por exemplo, acreditava que antes da queda, todos os sentimentos e vontades estavam sujeitos à razão. Dizendo isso de outra forma, o homem perfeito decidia sentir, decidia querer alguma coisa, sempre como algo resultante da razão, de refletir e perceber o melhor resultado. Para aquele grande doutor, um dos Pais da Igreja, dentre as muitas mudanças que o pecado trouxe à essência do ser humano, uma das mais perniciosos e danosas foi fazer com que a razão não mais governasse os sentimentos e vontades. Agora, são os sentimentos e as vontades que interferem na razão a ponto de praticamente determinar os atos.
Conquanto isso seja inegável, tenho aprendido que os sentimentos têm papel importantíssimo nas decisões, a fim de "humanizá-las" um pouco. Quando digo isso, em hipótese alguma estou sugerindo qualquer afrouxamento da verdade ou parcialidade doutrinária. Apenas estou afirmando que, quando vamos tomar qualquer decisão, jamais devemos perder de vista o fato de que tratamos com pecadores.
Quando nosso Senhor ordena que tiremos a trave de nossos olhos para poder tirar o cisco do olho de nosso irmão, ou seja, que a soma de nossos pecados sempre se mostrará maior do que o pecado que vejo em meu irmão e tenho que ser consciente disso, não implica diminuir a intensidade da gravidade do pecado de qualquer forma ou em qualquer medida. Tão somente, para que a decisão seja acertada, tenho de lembrar que tanto ele quanto eu somos pecadores. Nesse sentido, "humanizar" uma decisão é lembrar que ninguém é perfeito, que há apegos e sentimentos, que nem sempre e nem todos estarão aptos a decisões meramente racionais.
É considerar as falhas, os apegou, os amores, os desejos de todos, que me habilita a agir com misericórdia e graça, sem ser meramente legalista e racional. Aqui percebemos como a decisão meramente racional sempre será hipócrita em alguma medida, pois passamos a exigir do próximo algo perfeito e matemático que nós mesmos não conseguimos cumprir e que por vezes já falhamos.
Com toda certeza, o padrão jamais pode estar no homem, nem ser relativo a cada um, líquido e flutuante segundo os interesses do indivíduo. O critério tem que ser o mesmo, baseado unicamente nas imutáveis Escrituras. Todavia, nem mesmo o Senhor, durante nossa peregrinação nesta terra, nos trata pela simples e fria letra da Lei. O salmista afirma: "Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades" (Sl 103:10). O Senhor, sem negociar sua justiça, perfeição e santidade, jamais desconsidera a nossa realidade como pecadores, não apenas levando em conta nossas falhas, mas também nossas vontades, amores, carências, sentimentos etc.
Decisões difíceis a serem tomadas sempre afetará pessoas, a começar de nós mesmos. É certo que seguir a Cristo impõe o Calvário para todos nós, acompanhando-o em sua morte: “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16:24). No entanto, isso está longe de dizer que não posso ter vontades e desejos pessoais, que tenho que ser uma pessoa nula, em branco, zumbis mortos de espírito vagando pela terra, pois é errado ter vontades. Ao contrário disso, devo viver para e com Jesus dedicando todos meus desejos e vontades a ele, esperando nele sua concretização ou não. É isso que diz o verso epigrafado: apresentar minha vida ao Senhor todos os dias, o que fará brotar em meu coração desejos piedosos que glorifiquem o nome de Cristo.
Aprendamos a tomar decisões buscando refletir a verdade bíblica sem a modelar segundo nossa vontade, mas percebendo a realidade do ser humano, que há sentimentos e vontades a serem consideradas. Como disse acima, não se trata de decidir entre o certo e o errado, pois, nesse caso, a decisão já está clara, mas questões que, mesmo procurando acertar, qualquer caminho a seguir imporá alguma dor ou sofrimento. Decidamos diante do Senhor e, uma vez tomada a decisão, a implementemos com paz no coração. Tenha um a abençoado dia na presença do Senhor

LÍDER

 O Senhor jamais confiará os Seus planos àqueles que não estão prontos para, como as Escrituras afirmam, colocar a mão no arado e não olhar para trás (Lucas 9.62).

A perseverança e a preparação devem caminhar juntas.
Estabelecer o Reino dos Céus aqui na Terra, em qualquer que seja a área de atuação na sociedade, exige, antes de tudo, total comprometimento.
O bom líder precisa lidar primeiro com as suas próprias questões e atuar como um bom mordomo dos recursos que estão aos seus cuidados.
Isso é o que chamamos de autoliderança, um requisito indispensável que toda pessoa precisa desenvolver antes de estender a sua influência àqueles que estão ao seu redor.

INABALAVEL

 Seguidores de Jesus ficam contagiados com malária, enterram seus filhos, e lutam com vícios. E como resultado nós encaramos medos. Não é a ausência de tempestades que nos faz quem somos. É aquele que nós encontramos na tempestade – um Cristo tranquilo.

Mateus 8:24 diz “Jesus estava dormindo.” Agora aí é que está uma cena. Os discípulos gritam, Jesus sonha. “Não te importas que morramos?” O medo coroe nossa confiança na bondade de Deus. Ele gera um monte de dúvidas que atiça ressentimentos em nós. O medo cria uma forma de amnesia espiritual. Nos faz esquecer o que Jesus já fez e da bondade divina. Jesus leva a sério o nosso medo. Não tenha medo.


SAUDADE

 A palavra saudade não tem tradução em algumas línguas. Na verdade ficamos meio confusos para definir com exatidão o que é saudade. Mas todos nós sabemos o que ela significa. É um misto de alegria e dor; não é uma dor que dói no corpo, mas é uma dor que acicata a alma. Você tem vontade de bater asas e voar na direção da pessoa que você quer bem pertinho de você. O Salmista sentiu saudade da Casa de Deus, quando disse: "Uma coisa eu peço ao Senhor e a buscarei, que possa morar todos os dias da minha vida na Casa do Senhor, para contemplar a beleza da sua santidade".


MULHERES

 A internet de hoje está saturada de debates sobre os papéis de homens e mulheres na sociedade, especialmente quando se trata das leis criadas para proteger as mulheres, como a Lei Maria da Penha, a legislação sobre agressão psicológica e a tipificação do feminicídio. Essas leis surgiram para proteger mulheres em situações de vulnerabilidade e violência. No entanto, também existe um outro lado pouco discutido: elas podem acabar incentivando algumas mulheres a utilizá-las de forma manipulativa, como um instrumento de chantagem, ameaça ou controle.


Ou seja, enquanto uma parte das mulheres é de fato amparada pela lei, outra parte acaba utilizando o sistema jurídico de maneira distorcida. Isso gera ressentimentos e desconfiança. De um lado, mulheres que sabem que contam com o apoio do Estado, e, do outro, homens que se sentem vulneráveis, temendo que uma acusação infundada acabe sendo tomada como verdadeira.


Uma parte desse desequilíbrio também está na forma como a sociedade, tanto homens quanto mulheres, lida com agressões cometidas por mulheres. E há diversos exemplos disso.


Um dos casos mais conhecidos foi o de Johnny Depp e Amber Heard. Amber acusou Depp de agressão física e emocional, mas, após um julgamento amplamente divulgado, ficou comprovado que ela mentiu, forjou provas e difamou o ex-marido. Mesmo com essa conclusão, muitos comentários nas redes sociais continuaram a defender a ideia de que, se Amber fez o que fez, então Johnny mereceu. A questão que fica é: por que a mentira comprovada de uma mulher ainda recebe tanto apoio nas redes sociais?


Outro caso de grande repercussão envolveu o jogador Neymar, que foi acusado de estupro em 2019. O processo foi arquivado por falta de provas e a gravação divulgada por Neymar mostrou que a acusação não era verdadeira. Mas, se não houvesse essa gravação, até onde essa acusação teria avançado? Como se pode destruir a reputação de um homem com uma acusação falsa e ele seguir sua vida como se nada tivesse acontecido?


Mais recentemente, um episódio na Bahia chamou atenção: um homem teve o corpo queimado com água fervente enquanto dormia, aparentemente devido a um ataque de ciúmes de sua namorada. O homem se pronunciou publicamente, mostrando as graves queimaduras, mas muitos comentários nas redes sociais diziam: “Se ela fez isso, alguma coisa ele deve ter feito”. E para completar, a mulher que supostamente o agrediu fez uma denúncia de agressão psicológica contra ele, e o homem está agora respondendo a essa acusação. Como é possível que quem quase matou outra pessoa seja tratada como vítima pelo sistema?


Nesse ponto entra um fenômeno social preocupante: a indulgência patológica. É a tendência de normalizar e até justificar agressões cometidas por mulheres contra homens, como se esses atos não fossem graves. Existem incontáveis vídeos nas redes sociais mostrando mulheres batendo em homens, gritando com eles, xingando, humilhando em público, quebrando objetos, jogando coisas neles, dando tapas, empurrões, puxões de cabelo e até agressões mais sérias. E qual é a reação mais comum? Risos. Comentários dizendo que é “engraçado”. Gente tratando como se fosse “apenas uma brincadeira”, como “pegadinha”, como “coisa de casal”, como se a agressão, por partir de uma mulher, fosse automaticamente inofensiva.


Mas basta inverter os papéis para perceber o tamanho do problema. Se um vídeo mostrasse um homem batendo, xingando, humilhando ou empurrando uma mulher, a reação nas redes seria imediata, severa e agressiva. Haveria repúdio generalizado, revolta, pedidos de prisão, cancelamento social e exposição pública. O que, aliás, estaria completamente correto. Então por que essa mesma severidade desaparece quando a agressora é mulher? Por que a agressão masculina é tratada como violência, mas a agressão feminina é tratada como humor?


Estamos diante de um claro duplo padrão moral, que não protege a justiça, não protege mulheres reais e não protege homens. Apenas cria distorções.


Sim, é inegável que ao longo da história, muitas mulheres sofreram violência real de homens, em vários contextos. E é justo que elas tenham leis para sua proteção. No entanto, reconhecer essa violência histórica não pode justificar que se crie uma nova categoria: a do homem como cidadão de segunda classe, vulnerável a abusos legais, a julgamentos precipitados e a estigmatizações automáticas.


As leis existem para proteger, não para gerar mais injustiça. Quando a sociedade começa a naturalizar a agressão feminina e demonizar qualquer erro masculino, estamos caminhando para a verdadeira justiça? Ou estamos apenas invertendo o foco da injustiça?


Outro ponto importante é que as mulheres vítimas de agressões também acabam sendo prejudicadas por essas leis desequilibradas. Muitas vezes, elas são vistas como mentirosas simplesmente porque algumas mulheres utilizam as leis de maneira manipulativa. Isso prejudica a credibilidade das vítimas reais e cria uma falsa sensação de que todas as mulheres podem ser desonestas.


Além disso, há um grande problema na definição e interpretação de algumas dessas leis. Por exemplo: o que caracteriza “agressão psicológica”? Em muitos casos, isso pode ser qualquer coisa, desde um “bom dia” não dado até um simples mau humor. A interpretação fica a critério da mulher, e, por mais que a intenção da lei seja proteger, ela acaba sendo susceptível a interpretações subjetivas, o que pode resultar em acusações sem fundamento.


O mesmo vale para o feminicídio. A tipificação do feminicídio trouxe penas mais graves em comparação com o homicídio doloso comum. O homicídio doloso possui pena de 6 a 20 anos. Já o feminicídio tem pena de 20 a 40 anos. Isso cria uma distinção, tratando a vida de mulheres como tendo maior valor no código penal. Essa diferenciação levanta um ponto crucial: deveria a vida de uma mulher ter um valor superior à de um homem no contexto da pena? O que deveria ser feito é que todas as vidas fossem tratadas com o mesmo respeito e que as leis fossem aplicadas de maneira igualitária.


Além disso, em 2025, o Senado aprovou a equiparação da misoginia ao crime de racismo. Isso significa que qualquer comportamento interpretado como misógino pode ser punido com as mesmas penas de quem comete racismo, variando de dois a cinco anos de prisão. O problema é que misoginia é um conceito abstrato, extremamente subjetivo, que depende da interpretação de quem diz ter sofrido o ataque. Isso abre espaço para abusos legais e para acusações que não precisam nem de clareza, nem de objetividade.


Às vezes, na tentativa de equilibrar a sociedade, criamos um novo desequilíbrio. Ao tentar resolver um problema, acabamos criando outro. Ao combater uma injustiça, criamos uma nova injustiça. E muitas vezes, o inimigo que queremos combater nem existe, mas criamos esse inimigo para justificar nossas ações. Movimentos sociais que começam com o propósito de buscar justiça acabam sendo tomados por ideologias de poder, o que destrói as bases da convivência social, das famílias e dos relacionamentos.


Hoje, um homem pode ser acusado de agressão psicológica por gritar com uma mulher em uma discussão onde ambos gritaram. Pode ser acusado de estupro por tocar um dedo em uma mulher, sem que haja clareza sobre o que é consentimento e o que é agressão. Isso é perigoso. Isso é muito perigoso. As mulheres adquiriram um poder através da lei que jamais foi dado a homem algum.

VOCÊ

 DEUS não solta da sua mão,ainda que você seja teimosa heim, mas mesmo assim ele não solta da sua mão, você continua sendo a pedra preciosa de papai.Continue exercendo sua fé, ainda que se vc olhar com os olhos humanos você esmorece mas continue crendo e acreditando que DEUS não perdeu o controle não. Lembra. DEUS fará com você como fez com Ezequiel! Que vc seja sábia nas suas decisões, que vc venha colocar tudo na balança e deixar que o Senhor venha fazer. Que vc se lembre todo dia que a glória é dele a honra e dele a e que você vai tirar de letra.

Que neste exato momento você venha ser tocado pelo amor de DEUS e que quando as bençãos chegar você venha testemunhar, Se hoje você tivesse a oportunidade de mudar tudo qual seria a área que vc quer mudar primeiro sentimental, familiar, financeira , relacionamento espiritual e profissional?

Agora repita comigo na área da minha vergonha eu terei dupla honra amém 

ACELERAR

 Às vezes, desacelerar não é atraso, é correção de rota!

É quando o corpo pede pausa e a alma pede direção.

Porque a pressa pode nos levar longe, mas nem sempre nos leva certo…

Diminuir o passo é escutar melhor, reorganizar sentidos, aliviar o peso do excesso…

Só quem desacelera com consciência, consegue acelerar depois no caminho que realmente importa!


CONFIAR



“Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros” (Lc 18:9).


A autojustiça é uma das expressões mais sutis e perigosas do pecado. Ela não grita; sussurra. Não se apresenta como maldade explícita, mas como convicção firme de que se está sempre certo. O coração tomado pela autojustiça avalia a vida a partir de si mesmo, mede os outros por seus próprios critérios e, quase sem perceber, passa a desprezar quem não corresponde às suas expectativas. Foi a esse coração que Jesus dirigiu sua advertência.


Quem vive dominado pela autojustiça raramente escuta. Já decidiu antes de ouvir. Já concluiu antes de ponderar. Suas palavras costumam ser firmes, mas seu coração é rígido. Há sempre uma explicação pronta, uma justificativa plausível, uma narrativa em que suas intenções são puras e suas ações, inevitáveis. O problema nunca é seu, mas sempre do outro. Quando muito, foi provocado, forçado ou mal interpretado. 


Outro fruto amargo da autojustiça é a incapacidade de reconhecer o esforço alheio. Valoriza intensamente o que faz, mas minimiza o que os outros realizam. Seus sacrifícios são sempre grandes; os dos demais, quase irrelevantes. Seu cansaço é legítimo; o do próximo, exagero. Assim, relacionamentos se tornam desequilibrados, pois o orgulho cria uma régua injusta, onde apenas um lado é sempre digno de reconhecimento.


A raiz desse mal é o orgulho, e o antídoto é a humildade produzida pelo evangelho de Cristo. Quando compreendemos que fomos aceitos não por mérito, mas por graça, perdemos o direito de nos exaltarmos sobre os outros. A cruz nivela o terreno: todos carecem de misericórdia do Alto.


Examine seu coração: você costuma se defender mais do que refletir? Valoriza mais suas intenções do que o impacto de suas ações? Reconhece com gratidão o esforço dos outros? Está disposto a admitir erros sem justificativas longas?


Hoje, peça ao Senhor um coração quebrantado. Peça olhos para ver a si mesmo com honestidade e aos outros com graça. Abandone a necessidade de estar sempre certo e abrace o privilégio de depender da misericórdia de Jesus. Lembre-se que a autojustiça endurece, mas a graça transforma. E somente os humildes caminham livres diante de Deus e dos homens.



PRESSA

 Gosto muito da canção ‘Ando devagar porque já tive pressa’. Procuro impedir a aproximação da pressa, mas não abro mão do dinamismo. Gosto de imprimir ritmo nas coisas. Mas, a sensação de que tudo passa rápido demais costuma nascer menos do tempo em si e mais da forma como o atravessamos. A vida não corre, ela caminha no ritmo exato do que precisa ser vivido, mas o coração humano, inquieto e disperso, insiste em se ocupar com excessos que não alimentam. Há uma abundância silenciosa em cada dia que não se mede por produtividade ou acúmulo, mas pela qualidade da presença que se oferece ao que está diante de nós. Quando a alma se espalha em mil direções, o tempo parece curto; quando se recolhe ao essencial, ele se alarga e se torna morada. Deus não criou a existência com falhas de duração, mas com profundidade suficiente para que tudo encontre sentido no momento oportuno. O que falta, muitas vezes, não é tempo, é discernimento. Perde-se energia tentando preencher vazios com distrações, comparações, ruídos desnecessários, enquanto o que realmente sustenta pede simplicidade e atenção. A vida se revela generosa quando se aprende a habitar o instante com inteireza, sem antecipar demais nem carregar pesos que não pertencem ao agora. O tempo não cobra pressa, ele convida à fidelidade, à escuta, à escolha do que merece espaço interior. Há encontros que transformam em minutos, silêncios que curam mais do que longas explicações, gestos pequenos que dão sentido a um dia inteiro. Quando se aprende a soltar o que é inútil, o coração descobre que sempre houve espaço para o necessário. A existência não é escassa, ela é justa. E nessa justa medida, a alma encontra repouso ao perceber que viver bem não é fazer mais, mas estar inteiro onde se está. Assim, o tempo deixa de ser inimigo e se torna companheiro, ensinando com paciência que a vida sempre ofereceu o suficiente para quem aprende a acolhê-la com verdade. 

MESMO

 Deuteronômio 4:31 apresenta um Deus que permanece fiel mesmo quando o povo falha. Israel havia se afastado, colhendo as consequências de suas escolhas, mas a Palavra afirma algo decisivo: Deus não abandona os seus. A misericórdia não é um sentimento passageiro é parte do caráter do Senhor. Esse texto lembra que

Deus não desampara quem O ama nos dias de disciplina ou dor. Ele não se esquece da aliança, mesmo quando esquecemos. A misericórdia precede a restauração pois antes de qualquer retorno humano, há um coração divino aberto para acolher. Quando tudo parece perdido, quando a culpa pesa ou o caminho parece distante, Deuteronômio 4:31 ecoa como um chamado à esperança: voltar-se para Deus ainda é possível, porque Ele continua sendo misericordioso. Portanto se há alguma situação que pense não ter solução e ache que o Senhor te abandonou, lembre que Ele é um Deus de aliança e que pode uma mãe se esquecer do filho do seu ventre, mas Ele nunca esquecerá de ti.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

CORAÇÃO

 “Não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no Senhor.”

Salmos 112:7

Você já percebeu como notícias ruins se espalham rapidamente? Antigamente, elas eram divulgadas apenas no jornal comprado nas bancas ou no noticiário de TV, mas, de uns anos pra cá, circulam rapidamente nas redes sociais, nos grupos de amigos e de familiares.


Na maioria das vezes, são avisos alarmantes sobre coisas que estão acontecendo perto de nós ou que nos afetam de alguma forma. Para piorar, ainda contamos com as notícias falsas, as famosas fake news. Ou seja, não bastasse o que já acontece de verdade, as pessoas, maldosamente, ainda inventam outras coisas piores.


O resultado? Percebemos claramente que as pessoas vivem com medo. Medo da violência, medo de uma crise econômica, medo do futuro dos filhos, medo de ficarem doentes e morrerem. Mas o medo, ao contrário do que muitos pensam, não é um sentimento; é um espírito do mal que aprisiona e paralisa as pessoas.


No meio de tantas coisas negativas, qual é a boa notícia? Não precisamos viver escravos do medo, pois nosso Pai cuida de nós! Apesar do mundo estar cada vez mais imerso no medo, temos um Deus onipotente, onipresente, onisciente e, o melhor, que nos ama demais.


Ele nos garante em Sua Palavra a vitória, Ele nos promete proteção. Ainda que algo de ruim aconteça ao nosso lado, podemos ter segurança e paz quando confiamos nEle.


Não sei o que você está enfrentando neste momento, mas não dê lugar ao medo! Mande-o embora da sua vida! Tenha confiança neste Deus tão maravilhoso e sinta-se assistido por Ele. Você não está sozinho; está acompanhado da melhor pessoa que existe: o seu Pai celestial!

ESPELHO

 Quando busco completude no outro, não é amor que encontro, é espelho.

Espelho das partes que ainda não reconheci em mim e dos vazios que espero que alguém preencha…
O outro não revela o que me completa, mas o que me falta olhar com mais honestidade.
E talvez o verdadeiro encontro comece quando deixo de procurar fora aquilo que pede cuidado dentro!

 Entregar-se totalmente à fé

“Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos” (Pv 16:3).
Provavelmente, um dos aspectos mais importantes da vida cristã é a entrega completa e irrestrita de nossa vida a Jesus. Quando falamos disso, geralmente pensamos em termos soteriológicos, isto é, que confio que sou eternamente salvo na cruz. Sim, isso é verdade. Mas a entrega que nos é exigida é mais do que confiar a Cristo a nossa salvação. O crente parece acreditar que Jesus é Senhor e soberano apenas no que diz respeito à redenção. Então, ele pensa: “confio ao Senhor a minha salvação”. No entanto, vive sua vida para si mesmo, não buscando os interesses do reino, não se tornando servo. Dizendo isso de outra maneira, é como se acreditasse que Jesus está relativo apenas ao livramento da condenação. Quanto à presente vida, o próprio crente se encarrega disso. Se precisar de Deus para qualquer coisa desta terra recorrerá no devido tempo.
Dessa forma, o Senhor é visto assim, como um mero provedor, alguém que está para abençoar os planos, propósitos e vontade do homem. Todavia, quando o sábio Salomão diz: “Confia ao Senhor as tuas obras” está dizendo exatamente o contrário. É lícito e necessário fazer planos, organizar nossos atos, planejar os dias. A vida de um crente tem que ser uma vida regrada, não algo aleatório e desorganizado. Faz parte da santidade ter uma vida estruturada, orientada conforme os santos princípios das Escrituras.
Qual deve ser, então, a dinâmica da vida cristã? Ora, o que anda na presença do Senhor tenderá a refletir a vontade dele, uma vez que busca tudo fazer para a glória dele. Ao assim proceder, colocará sempre os planos que fizer e os desejos do coração sob o escrutínio do Senhor. Assim, precisamos fazer planos e projetos que tenham a glória do Senhor como objetivo único, mas submetendo tudo à vontade de Deus. Certamente, isso não se resume a serviços estritos do reino, como evangelização e serviços na igreja, mas todas as coisas relativas à vida: família, casamento, profissão, formação etc.
Aí está a nossa entrega: deixar todos os nossos propósitos nas mãos do Senhor, confiando naquilo que ele haverá de fazer com respeito a cada detalhe. Quem confia, descansa. O que vem de Deus traz paz ao coração. É comum passarmos por tribulações que nos impõem grande angústia. Esta é consequência de nossa mente atribulada com a possibilidade de o Senhor não concretizar aquilo que tanto queremos. Todavia, no momento que entendo que o Pai bondoso sabe dar boas dádivas aos seus filhos, confio que ele providenciará o melhor para mim. Nossa confiança está baseada na graça soberana de Deus, que tudo faz para cumprir seu propósito em nossa vida. O verso epigrafado fala desta realidade: de percebermos os propósitos do Senhor consolidando os planos do coração dos fiéis.
Entendamos que “provérbio” é um gênero literário que implica probabilidade. Não se trata de verdades matemáticas que se tornarão realidade da vida de todos e a cada caso ou situação. Talvez não haja exemplo melhor para compreender essa realidade do que a afirmação do sábio: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pr 22:6). Será que isso se aplica a toda criança invariavelmente? Certamente não! Infelizmente já presenciamos inúmeros casos de pessoas que “nasceram na igreja”, filhos de pais piedosos, que na juventude foram para o mundo de onde nunca regressaram. No entanto, quando compreendemos que o provérbio estabelece apenas probabilidade, então entendemos o que Salomão nos está ensinando: “se você ensinar a Bíblia para a criança já na tenra infância, sendo formada pelos conceitos cristãos, é provável que ela não se desviará”.
Aplicando o princípio da probabilidade ao verso epigrafado percebemos que os desígnios do fiel, porque busca a glória do Senhor e não sua própria exaltação, geralmente será concretizado, pois é muito provável que reflita exatamente o propósito do Senhor para sua vida. Quem confia seus propósitos às mãos de Jesus está à procura da vontade do Senhor. Sabe que Deus é plenamente capaz de orientar sua vida, muito mais do que ele mesmo. Abre mão de decidir quanto a si mesmo, preferindo sempre o propósito do Senhor. Deseja que seja o querer de Jesus que se concretize em sua vida. Confiar em Deus, como já dissemos, resultará sempre paz ao coração, a certeza de que o Senhor está dirigindo os passos.
Aprendamos a nos entregar sem reservas à fé, a soltar as amarras de nosso coração mesmo quanto aquilo e aqueles a quem mais nos apegamos. Trata-se de verdadeira libertação do terrível cativeiro da angústia causada pela preocupação com supostas perdas ou com a possibilidade de não ser concretizado o que tanto almejamos. Tudo está nas mãos do Senhor. Entregue todo o controle de sua vida a Cristo e experimentará a paz que excede todo entendimento. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus

NADA

 A maioria das pessoas sofrem de pensamentos pequenos sobre Deus. Num esforço para vê-lo como nosso amigo, perdemos de vista a imensidão dele. No nosso desejo de entendê-lo, tentamos contê-lo. O Deus da Bíblia não pode ser contido. Ele trouxe ordem do caos e criou a criação. Ele não consultou nenhum comitê. Ele não buscou conselhos. Ele disse “Eu sou Deus, e não há nenhum outro; eu sou Deus, e não há nenhum como eu.” (Isaías 46:9 NVI).


Os maiores reis já renderam as suas coroas. A rainha da Inglaterra é chamada a Sua Majestade, e no entanto ela precisa comer, se banhar e descansar. A verdadeira Majestade nunca sente fome. Ele nunca dorme. Ele nunca precisou de assistência ou atenção. Ele sustenta “todas as coisas por sua palavra poderosa” (Hebreus 1:3 NVI). Ele tem autoridade sobre o mundo – sobre o seu mundo! E ele nunca, jamais pronunciou a frase “Como foi que isso aconteceu?”

OUVIR



“Ouve o conselho e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir.” (Pv 19:20)

Este provérbio simples e direto revela uma das virtudes mais raras e necessárias da vida cristã: a humildade. Ouvir conselho e receber instrução não são atos automáticos; exigem um coração quebrantado e disposto a reconhecer limites. A Escritura não associa sabedoria à autossuficiência, mas à capacidade de aprender. O sábio, segundo Deus, não é aquele que sabe tudo, mas aquele que sabe ouvir.Há em nós uma resistência natural ao conselho. A carne prefere decidir sozinha, justificar seus caminhos e proteger sua própria reputação. Ouvir implica admitir que não vemos tudo com clareza. Receber instrução pressupõe que ainda estamos em processo. Por isso, a humildade é a porta de entrada da sabedoria. Sem ela, até bons conselhos se tornam ofensivos; mas com ela, até palavras duras produzem vida.O texto aponta para um movimento duplo: ouvir e receber. Ouvir é mais do que escutar sons; é dar atenção sincera, ponderar e refletir. Receber é acolher com seriedade, permitindo que a instrução confronte, ajuste e direcione. Muitos até ouvem, mas poucos recebem. O coração orgulhoso filtra o conselho apenas para confirmar suas próprias decisões, enquanto o coração humilde se permite ser confrontado.A promessa do texto é clara: a sabedoria se manifesta “nos teus dias por vir”. Ou seja, a humildade presente produz discernimento futuro. Decisões acertadas raramente são fruto de impulsos; elas nascem da escuta atenta e da disposição para corrigir a rota. Humildade para ouvir. Humildade para aprender. Humildade para mudar de rumo quando necessário.A Escritura nos lembra que Deus frequentemente nos guia por meio de pessoas. Conselheiros piedosos, irmãos maduros, líderes espirituais, todos podem ser instrumentos da graça. Resistir a isso é resistir à forma como Deus escolheu nos conduzir.Hoje, ore pedindo um coração ensinável. Peça ao Senhor libertação do orgulho disfarçado de convicção. A humildade não diminui o ser humano. Ao contrário, ela o prepara para andar com sabedoria diante de Deus e dos homens.



SENHOR

 "Assim diz o Senhor:

Eu não perdi o controle da tua vida, está tudo no meu tempo. Não há nada atrasado. 'Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus.'" Aguenta firme, Deus está contigo. Ele não te esqueceu, não o abandonou e nem desistiu de o abençoar. O choro pode durar uma noite, mas a alegria virá, Deus tem o melhor para sua vida. Ele vai cumprir todas as promessas, vai ser além do que espera. Confie e creia que Deus irá o honrar, Ele não está demorando, mas trabalhando ao seu favor.Deus está dizendo a você hoje: Conheço os teus medos e os seus sonhos... Conheço a sua estrada e sei exatamente o seu destino. Conheço te por dentro e sei da Esperança que te faz lutar. E para mim meu filho(a) tu és muito valioso(a). Estou ao seu lado em todos os momentos... Sempre pronto para te ajudar... Mesmo que o mundo te abandone eu jamais te abandonarei...Eu não sei qual é o nome da sua impossibilidade. Mais hoje o Senhor vai dar um basta, nessa angústia, esse sofrimento tristeza dor decepção. Eu profetizo dias melhores portas abertas e casamentos restaurados cura sobre a sua a sua vida no nome poderoso do Senhor Jesus. Amém!

ESCOLHA

 1 Pedro 3.10,11 afirma: “Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes…aparte-se do mal…”

Pedro ensina que a verdadeira alegria e uma vida plenamente vivida não são frutos do mero acaso, mas sim de uma postura moral e espiritual constante diante de Deus.

Amar a vida e experimentar dias felizes exige o domínio da língua, a rejeição da mentira e uma decisão consciente de se afastar do mal.

O apóstolo mostra que a felicidade duradoura está ligada à obediência prática: abandonar atitudes pecaminosas, praticar o bem e buscar ativamente a paz.

Viver bem, segundo a vontade de Deus, envolve escolhas éticas profundas que refletem um coração transformado.

Por isso, assuma hoje a responsabilidade por suas escolhas diárias. Se você deseja amar a vida e experimentar dias verdadeiramente felizes, precisa vigiar suas palavras, afastar-se do mal e decidir praticar o bem de forma constante. 

Isso envolve romper com hábitos, atitudes e relacionamentos que o afastam de Deus. Você é convidado a buscar a fazer o bem de forma intencional, mesmo quando isso exige humildade e renúncia.

O ser humano, por si, não consegue apartar-se plenamente do mal. Por isso, Deus enviou Jesus Cristo, que viveu sem pecado e morreu na cruz para pagar a culpa dos pecadores. Ao ressuscitar, Jesus abriu o caminho para uma nova vida.

Para amar a vida e ver dias verdadeiramente felizes, você precisa arrepender-se e abandonar seus pecados, e crer somente em Cristo como Salvador e Senhor, recebendo d’Ele perdão, nova vida e a reconciliação completa com Deus.

PLANO

 Provérbios 16:1 nos lembra: “O coração do ser humano pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor.” 

Planejar faz parte da nossa natureza. Projetamos o futuro, traçamos metas e sonhamos com resultados. No entanto, a Bíblia ensina que, embora o coração humano planeje, a palavra final pertence a Deus. Ele não está fora do nosso planejamento; Ele é soberano sobre o desfecho de todas as coisas.

Nossos projetos podem ser detalhados e cheios de boas intenções, mas somente o Senhor conhece o caminho completo. Reconhecer isso nos livra da autossuficiência, quebra a arrogância e nos conduz a uma postura de confiança diária.

Provérbios 16:3 apresenta um princípio vital: “Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos.” Consagrar é mais do que pedir uma bênção rápida; é entregar e submeter. Não se trata de apresentar a Deus decisões já tomadas, mas de colocar cada vontade e desejo sob o Seu governo, permitindo que Ele ajuste nossas direções e motivações.

Provérbios 19:21 ainda afirma: “Há muitos planos no coração do ser humano, mas o propósito do Senhor permanecerá”. Essa verdade traz descanso, pois nem todos os seus planos se cumprirão, mas tudo o que Deus determinou certamente se realizará. Quando algo falha, você não é abandonado pelo Senhor; antes, Ele está promovendo um redirecionamento gracioso. Portanto, seja sábio: planeje com humildade, consagre com fé e descanse plenamente na soberania de Deus.

O maior alinhamento, porém, é com o plano da salvação. Deus enviou Jesus para morrer, ressuscitar e nos reconciliar com Ele. Arrependa-se, creia em Jesus como Salvador e receba a vida eterna. Esse é o plano perfeito de Deus para você.

BRILHO

 A espiritualidade alcança brilho à vida. Somos corpo e alma, matéria e espírito. Cuidar do corpo é algo prático, culturalmente aceitável. O cuidado para com a alma é o diferencial. Para sermos plenamente humanos devemos exercitar o cuidado integral, isto é, corpo e alma. Acontece que existem travessias que não suportam plateia, não porque sejam frágeis, mas porque são sagradas. O que amadurece por dentro costuma crescer devagar, como semente que rompe a terra sem alarde, obedecendo a um ritmo que não aceita pressa nem curiosidade externa. O silêncio não é ausência de som, é presença de profundidade. Nele, a alma deixa de se defender e começa a escutar aquilo que as palavras não alcançam. Há dores que só se organizam quando ninguém pergunta, há alegrias ainda tímidas que precisam permanecer guardadas até aprenderem a respirar. Deus conhece esse tempo íntimo, conhece o compasso exato do coração humano, sabe quando falar e quando apenas permanecer ao lado, sustentando sem interferir. Na vida espiritual, muito do que transforma não nasce de respostas prontas, mas de permanências silenciosas, de noites interiores onde nada parece claro e, mesmo assim, algo vai sendo alinhado com delicadeza. O barulho costuma exigir decisões rápidas, o silêncio ensina a esperar até que o sentido apareça. Nem tudo precisa ser compartilhado para ser verdadeiro, nem todo caminho precisa ser explicado para ser legítimo. Há processos que pedem recolhimento para não serem feridos pela pressa do mundo, para não serem reduzidos a opinião ou julgamento. Quando se aceita essa reserva, o coração aprende a confiar mais no agir discreto de Deus do que na própria ansiedade por controle. E pouco a pouco, sem anúncio, sem espetáculo, algo se pacifica por dentro, como água que encontra o leito certo para seguir seu curso. O silêncio, então, deixa de ser vazio e se torna morada, lugar onde a vida se refaz com mansidão e fidelidade. Nesse espaço escondido, a alma encontra repouso e segue adiante mais inteira, mais reconciliada com o que é e com o que ainda está por vir.

INFELIZ

 Quantas vezes você despertou insatisfeito e infeliz com a sua vida, quando muitos, gostariam de pelo menos ter uma vida. 

O fato, é que felicidade é um segredo que esta guardado dentro da gente, que só nós mesmos podemos extrair.

Quantos acreditam que riqueza,poder, segurança, beleza e fama é o que o tornaria feliz.

Tudo isso nos faria bem? sim, com certeza muito bem, mais de nada adianta ser e ter tudo isso se não tivermos paz.

Escolha a melhor parte que é servir a Deus, e o faça da melhor maneira possível, acredite, isso além de te trazer paz, acrescentará todas as demais coisas que você almeja e precisa.

Deus nos ama incondicionalmente.

Tenha uma abençoada segunda-feira!


QUANDO



Seguir em frente é mais do que um lema de vida, é o meu jeito de viver. O amanhã me atrai e me impulsiona, mas é no hoje que realizo o que eu havia sonhado para o amanhã. Há uma força que não nasce do entusiasmo nem da confiança plena, mas de uma necessidade silenciosa de continuar respirando, quando tudo parece estreito demais. Ela não faz barulho, não se anuncia, não levanta bandeiras. Apenas se manifesta no gesto simples de levantar mais uma vez, mesmo sem vontade, mesmo sem clareza, mesmo sem aplauso algum. Essa força não tem o brilho das conquistas, mas carrega a dignidade de quem não abandonou a própria história. Em muitos momentos da vida, não houve escolha entre caminhos melhores, apenas a decisão íntima de não desistir de si. E isso já foi imenso. Ser forte, nesses dias, não significou ausência de medo, mas convivência com ele; não foi falta de cansaço, mas fidelidade apesar do peso. Deus conhece bem essa resistência discreta, essa coragem que se constrói no escuro, longe das explicações fáceis. Ele vê o que ninguém vê, percebe o esforço escondido nos pequenos gestos, sustenta quando as forças parecem emprestadas. A alma, quando atravessa tempos assim, aprende algo que nenhum conforto ensina: aprende a reconhecer o próprio valor sem depender das circunstâncias. Há marcas que não são feridas, são testemunhos de permanência. O coração que suportou dias difíceis sem endurecer ganhou profundidade, ganhou humanidade, ganhou uma forma mais verdadeira de fé. Continuar não é correr, é permanecer fiel ao próprio passo, respeitando o ritmo que o interior consegue sustentar. A vida não exige pressa, pede honestidade consigo mesmo. E quem já atravessou dias em que a única opção era resistir carrega dentro de si uma sabedoria serena, capaz de acolher o futuro sem alarde. Não se trata de voltar a ser forte como antes, mas de seguir com a força que foi descoberta no caminho, mais silenciosa, mais humilde, mais real. Assim, pouco a pouco, a existência encontra novamente espaço para respirar, e o que parecia apenas sobrevivência revela-se como amadurecimento profundo, daqueles que ninguém vê, mas que transforma. 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

CORAÇÃO

 Samuel confrontou Saul com uma verdade decisiva em 1 Samuel 15:22: “Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à palavra do Senhor?”.

Nesse versículo, Saul desrespeitou a ordem divina e, em vez de reconhecer seu pecado, tentou compensá-lo com sacrifícios. O Senhor deixa evidente que rituais nunca substituem a submissão sincera à Sua Palavra. A obediência é o sinal de um coração alinhado com Deus.

O sacrifício sem obediência expõe orgulho espiritual e uma piedade aparente, sem transformação interior. Deus não busca demonstrações externas; Ele requer um coração rendido, disposto a ouvir e obedecer.

Avalie com honestidade se sua vida espiritual é marcada por obediência genuína ou apenas por atividades religiosas. Quando você tenta compensar atitudes erradas com práticas piedosas, repete o erro de Saul. Frequentar cultos, ofertar ou servir não substitui a submissão diária à vontade do Senhor.

Deus não aceita rituais que encobrem rebelião; Ele deseja um coração disposto a obedecer, mesmo quando isso custa conforto ou prestígio. Provérbios 21:3 afirma: “Praticar a justiça e o juízo é mais aceitável ao Senhor do que oferecer-lhe sacrifícios”.

O Senhor se agrada de uma fé vivida na prática e em um caráter transformado. Nenhuma prática religiosa pode encobrir o pecado. Deus chama você a abandonar a rebelião e submeter-se à Sua Palavra.

Arrependa-se sinceramente e abandone toda falsa confiança. Creia somente em Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para perdoar os seus pecados. Receba-O como Senhor e Salvador, e tenha uma vida marcada por um coração que obedece.

NOME

 Atos 4:12 afirma: “E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. ”

Essa afirmação bíblica é clara, direta e profundamente confrontadora. Ela se levanta contra toda mentalidade pluralista que sustenta que todos os caminhos espirituais conduzem à mesma verdade. A Escritura não apresenta Jesus como uma alternativa entre muitas, mas como o único Salvador.

No primeiro século, o Império Romano vivia imerso em pluralismo e politeísmo. Era uma cultura aberta à diversidade religiosa, pronta para absorver novos deuses em seu vasto panteão. Ainda assim, foi essa mesma sociedade que perseguiu os cristãos com extrema crueldade. Eles foram lançados aos leões e queimados vivos, não por serem religiosos, mas por se recusarem a acrescentar Cristo a outros deuses. A exclusividade de Jesus era vista como uma ameaça direta à ordem cultural vigente.

Quando Pedro e João declararam diante das autoridades que não existe outro nome pelo qual o homem possa ser salvo, tocaram no coração do problema. Afirmar que Jesus é o único caminho sempre confrontou sistemas que rejeitam verdades absolutas. Mas Jesus mesmo afirmou em João 14:6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Essa verdade não mudou com o tempo nem perdeu sua força.

Hoje, vivemos em uma cultura semelhante. O pluralismo moderno se apresenta como tolerante, mas frequentemente rejeita qualquer afirmação exclusiva. Um Jesus soberano continua sendo ofensivo. Mas Paulo afirmou claramente em 1 Timóteo 2:5: “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus”.

Jesus não é apenas mais uma opção religiosa. Ele é o único Senhor e Salvador. Sem Ele, não há esperança de salvação eterna.

Creia que Ele morreu por seus pecados, ressuscitou para lhe dar vida nova e confesse-O como Senhor da sua vida. Apegar-se a essa verdade e proclamá-la com amor e fidelidade é o chamado de

 O Salmo 34:19 afirma: “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas.” 

A Bíblia nunca romantiza a adversidade. Sofrimento, perseguição, aflição e calamidade fazem parte da realidade de um mundo marcado pelo pecado. Ainda assim, Deus soberanamente usa a adversidade como instrumento para revelar, purificar e fortalecer a fé verdadeira.

Palavras podem soar piedosas e confissões podem parecer firmes, mas é na prova que a integridade espiritual se manifesta. Sem adversidade, a fé permanece apenas declarada; com ela, torna-se visível, testada e amadurecida. Tiago 1:3 ensina que “a prova da fé produz perseverança”. A fé genuína não é medida pela ausência de lutas, mas pela confiança em Deus no meio delas.

Desanimar nas provas não é o mesmo que ser destruído. Paulo testemunha, em 2 Coríntios 4:8–9 que somos “atribulados, porém não angustiados; abatidos, porém não destruídos”. Deus permite a adversidade para ensinar dependência, revelar o que realmente ocupa o coração e fortalecer a fé por meio da perseverança.

Você é chamado a lembrar que suas provações não são maiores do que pode suportar, pois Deus é fiel e governa cada detalhe. Ele concede graça suficiente para sustentar o cansado e renovar as forças. Por isso, a fé persevera com os olhos fixos em Jesus.

A maior prova, porém, aponta para a salvação em Cristo. Jesus suportou a cruz para vencer o pecado e a morte. 

Reconheça que o pecado o separa de Deus, arrependa-se e creia que Cristo morreu e ressuscitou para lhe dar vida eterna. NEle, a fé provada encontra redenção, esperança e vitória final.

CLAMOR

 O Salmo 119:146 declara: “Clamo a ti; salva-me, e guardarei os teus testemunhos”. 

Esse versículo revela um coração que reconhece sua total dependência de Deus. Clamar é admitir que você não consegue seguir sozinho na vida. É confessar que precisa de direção, orientação e sabedoria que vêm do Senhor.

A oração aqui não é mecânica, mas sincera, pois Deus conhece todas as coisas e sonda o coração. O clamor expressa o desejo profundo de viver segundo a vontade divina, não segundo impulsos próprios.

Quando o salmista diz “salva-me”, ele reconhece perigos reais. Você também precisa ser salvo de si mesmo, do engano do pecado, das armadilhas de Satanás, da influência do mundo, da insensatez, de pessoas e conselhos errados, de um modo de viver distante de Deus e, acima de tudo, da condenação eterna. Provérbios 14:12 afirma: “Há caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são caminhos de morte”. Por isso, clamar por salvação é um ato de sabedoria.

A expressão “guardarei os teus testemunhos” mostra que os mandamentos de Deus são seguros e confiáveis. Eles são o norte da vida e expressão da sabedoria divina. Em toda a Bíblia, o fracasso espiritual está ligado à desobediência. Em João 14:15, Jesus afirmou: “Se vocês me amam, guardarão os meus mandamentos”. Obedecer não é perda, é segurança.

O clamor também deve ser para que o Senhor o guarde de desobedecer. Muitos caíram por não dependerem de Deus.

Hoje, você é chamado a reconhecer seus pecados, arrepender-se e crer em Jesus Cristo, que morreu na cruz e ressuscitou para salvá-lo. Somente n’Ele há perdão, nova vida e poder para obedecer de coração.

SEGURANÇA

 Em um mundo instável, onde ameaças surgem de todos os lados, o Salmo 91 apresenta um convite poderoso nos versículos 1 e 2: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei”. Essas palavras revelam que a verdadeira segurança não nasce das circunstâncias, mas do relacionamento com Deus.

A sua verdadeira segurança não está na ausência de lutas, mas na presença constante do Altíssimo. Você é chamado a escolher habitar com Ele diariamente, não apenas buscá-Lo em momentos de desespero, mas caminhar com Ele em todo o tempo, confiando em Sua fidelidade e cuidado.

Mesmo quando o mundo entra em colapso, você pode desfrutar de verdadeira segurança. Os versículos 5 a 7 afirmam: “Não te assustarás do terror noturno… mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido”. Isso não significa imunidade ao sofrimento, mas a certeza da proteção soberana de Deus, que governa todas as coisas.

Em Deus, há verdadeira segurança, pois Ele jamais está indiferente ao seu sofrimento. Os versículos 14 e 15 declaram: “Porque tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei… estarei com ele na angústia”. Esse cuidado é pessoal, profundo e real para todos os que O amam e confiam em Seu nome.

Acima de tudo, a verdadeira segurança encontra sua plenitude em Jesus Cristo. Ele é o refúgio e a rocha onde você pode descansar. N’Ele, o Pai cumpriu a promessa de livramento e salvação. O versículo 16 afirma: “Vou saciá-lo com longevidade e lhe mostrarei a minha salvação”.

Portanto, você deve arrepender-se de seus pecados, voltar-se para Deus e confiar na obra perfeita de Jesus na cruz. Somente n’Ele você encontrará salvação eterna e a verdadeira segurança para a vida.

RESTAURA

 O Salmo 46:10 diz: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.”

O texto nos convida a aquietar o coração, pois o silêncio diante de Deus restaura a alma. Essa quietude bíblica não é um esvaziamento da mente, mas uma confiança consciente e ativa no controle soberano do Senhor, que governa todas as coisas com sabedoria e graça.

Jesus cria e dependia da quietude para manter Sua comunhão com o Pai. Em Marcos 1:35, lemos: “Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava”. Ele saía enquanto ainda estava escuro e buscava lugares desertos para evitar distrações. No silêncio, Jesus recebia proteção, força, sabedoria e direção para os próximos passos de Seu ministério.

Mantenha-se hoje diante de Deus. Cale sua alma. O silêncio externo ajuda o silêncio interno. Reserve hoje pelo menos dez minutos sem notificações ou telas. Contemple a Palavra de Deus e não a leia com pressa. Escolha um versículo e permita que ele ecoe em seus pensamentos. Renda o controle  de áreas de sua vida ao Senhor. Entregue a Ele pessoas, situações, desejos, circunstâncias e qualquer grande ou pequena preocupação. A quietude é o “combustível” da alma. Sem ela, você corre o risco de agir apenas por impulso ou ansiedade. 

A quietude também prepara o seu coração para o arrependimento. No silêncio, o Espírito Santo revela áreas de pecado que o barulho costuma esconder. 

Reconheça hoje todas as suas falhas e descanse na obra de Jesus. Ele conquistou para você o direito de entrar na presença de Deus e desfrutar de Sua paz real.

CASAR

 “Eu não casei pensando em separar”. Quantas vezes ouvimos essa frase? Muitos casais entram no casamento movidos por impulso, paixão ou pela crença de que encontraram o amor da vida. Mas a verdade é que, em algum momento, as coisas podem mudar. E quando mudam, nem sempre há retorno. A separação, então, se torna necessária e é aí que começam os verdadeiros desafios.


O fim de um casamento não envolve apenas a dor emocional do rompimento. Ele exige uma série de decisões difíceis e muitas vezes dolorosas: quem fica com o carro? Com a casa? E se houver filhos, como será a guarda? Cada escolha pesa, e o desgaste se acumula. Diante disso, o casal geralmente segue um de dois caminhos: ou desiste da separação e continua vivendo sob o mesmo teto, como colegas, empurrando a relação com a barriga, ou parte para o divórcio e com ele, uma verdadeira guerra emocional, judicial e financeira.


Hoje, muitos não se comprometem mais de verdade. Relacionamentos são vistos como algo descartável, como um objeto que, quando quebra, simplesmente é trocado. Se algo dá errado, ao invés de tentar entender, consertar ou melhorar, muitos preferem se livrar e procurar por algo novo. A ideia de trabalhar para reconstruir ou melhorar a relação foi substituída pela facilidade do “descartar e substituir”. Esse comportamento reflete uma falta de compreensão profunda do que um relacionamento exige.


Muitas pessoas entram no casamento sem compreender o que ele realmente representa. Seja por impulso, pela chegada de um filho ou por carência afetiva, embarcam em uma jornada que exige mais razão do que emoção. E poucos estão preparados para isso.


Parece frio, mas casamento é um investimento. Em qualquer relação, você entrega seu bem mais precioso: tempo. E, em troca, espera companheirismo, apoio, amor e segurança. Como qualquer investimento, é preciso analisar bem antes de aplicar. E essa escolha é sua responsabilidade.


A pessoa que você escolhe pode ser seu anjo ou seu demônio, sua salvação ou sua queda. Só você pode decidir. Ninguém muda do nada. Ninguém deixa de ser quem é. Muitas vezes, nos iludimos, acreditando que podemos mudar o outro. E até é possível, mas lembre-se: as pessoas só podem ser versões melhores ou piores de si mesmas. Nunca outra coisa.


Por isso, todas as escolhas que você fizer terão consequências. E o casamento é uma das mais importantes. Precisamos encarar essa decisão com sabedoria e não apenas com a emoção. Porque, como qualquer investimento, um casamento bem pensado pode não ter o resultado esperado. Agora, imagine um casamento onde nem mesmo o básico da reflexão foi feito?


Sente-se só? Aprenda a ser boa companhia para si mesmo. Está apaixonado? Duvide de qualquer atitude ou escolha que queira tomar. Momentos pequenos podem mudar toda uma vida. Um filho fora de hora, sem condições psicológicas ou financeiras de mantê-lo, especialmente dentro de um relacionamento ruim, não só trará desafios imensos como te prenderá a esse cônjuge, mesmo após o divórcio.


A paixão é como o motor de um carro com giro alto, enquanto a racionalidade é quem guia o volante. Se ninguém guiar, o motor te lançará contra o primeiro obstáculo. E é esse tipo de orientação racional que é necessário para tomar decisões tão importantes como um casamento, uma separação ou ter filhos.


Por isso, as grandes decisões da vida devem ser tomadas com o cérebro, não com o coração. O coração não pensa, mas sentirá profundamente o impacto das escolhas mal feitas.

DESERTO

 Pois agora vou fazer uma coisa nova, que logo vai acontecer, e, de repente, vocês a verão. Prepararei um caminho no deserto e farei com que estradas passem em terras secas.”

Isaías 43:18-19 – NTLH

De repente, você olha para a sua vida e pensa: “Meu Deus, e agora? Como vai ser daqui em diante?”.


Já ouvi pessoas contarem que tiveram exatamente este pensamento e, por um período, se sentiram perplexas e preocupadas com o seu futuro. Tempos depois, algo extraordinário, algo absolutamente inusitado aconteceu!


Quantas vezes, já provamos da fidelidade do nosso Deus às Suas promessas? Em inúmeras circunstâncias, ficamos admirados com a Sua grandiosidade e criatividade em dar soluções que nem imaginaríamos nos nossos mais incríveis sonhos…


Por isso, se você olha ao seu redor e não imagina como você poderia ter um bom futuro, calma!


Deus não precisa escrever a sua história da maneira como você calculou que daria certo, mas da maneira que será bênção para você. Na verdade, tudo já está preparado por Ele e os Seus planos para a sua vida são os melhores possíveis.


Não fique preso às suas ideias. Como ser humano, sua imaginação é limitada e suas soluções podem ser uma grande emboscada. Então, quem poderia te dar mais do que você precisa ou sonha? Ele mesmo, o Seu Pai Criador!


Eu sei que, em determinadas fases da vida, parece que os problemas combinam de surgir juntos e isso cria uma espécie de “cortina de fumaça” à sua volta. Num primeiro momento, podem surgir o desânimo, a desesperança, a falta de perspectiva e a frustração, mas não se acomode aí!


Deus diz que fará uma coisa nova e que você logo a verá. Mesmo que esteja no deserto, no meio do fogo ou das águas, Ele preparará um caminho para você!


No entanto, você precisa trilhar uma estrada chamada confiança. Creia que, com Deus, você estará seguro e chegará a um destino muito melhor do que um dia você sonhou! O nosso Pai é demais!