Eu preciso te contar isso.
Quando eu tinha 23 anos, eu assisti um filme chamado Um Amor para Recordar. E não foi uma vez… eu assisti inúmeras vezes ao longo dos anos. Principalmente em períodos em que eu fazia propósitos, quando eu decidia me separar de tudo que era raso e focar no que era espiritual.
E é curioso isso… porque no meio de tantas opções, eu sempre voltava para aquele filme.
Na época, eu achava que era por causa da história, do romance, da emoção. Mas hoje eu entendo que não era nada disso.
Era porque aquela jovem carregava algo que eu ainda não sabia explicar, mas reconhecia.
Ela não vivia como todo mundo. Não mudava para agradar, não negociava quem era, não se perdia tentando caber em ambientes. Existia uma firmeza, uma paz, uma direção. E aquilo marcava.
E tinha algo que sempre me chamava atenção: ela tinha sonhos. Não eram sonhos vazios, eram sonhos com significado. Mesmo com a vida limitada, ela não correu atrás do que era superficial… ela escolheu viver algo que tivesse valor.
E talvez, sem perceber, era isso que me fazia voltar tantas vezes.
Porque aquele filme não estava falando só de amor… estava mostrando um tipo de vida.
E hoje isso me confronta de uma forma diferente.
Porque naquela época eu assistia… hoje eu entendo que Deus já estava me mostrando um padrão.
Não adianta se emocionar com uma vida assim e continuar vivendo de qualquer jeito. Não adianta dizer que quer propósito, mas ainda negociar decisões, ambientes e postura.
Aquela jovem não mudou o ambiente… ela permaneceu. E por isso, transformou.
E aqui está o ponto que talvez você não tenha parado pra pensar:
quantas vezes você já sentiu algo profundo… mas não sustentou?
Porque não é o que você sente que define sua vida… é o que você decide viver todos os dias.
E talvez hoje Deus não esteja te fazendo lembrar desse filme à toa.
Talvez seja pra te lembrar de quem você era quando aquilo te tocava…
e te chamar de volta para esse lugar.
Salmos 90:12
“Ensina-nos a contar os nossos 5dias…”
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