Bocas que julgam e mãos que apedrejam nunca revelaram o coração de Deus… revelam a dureza de quem esqueceu de onde saiu. É muito fácil apontar o erro do outro quando não se olha para dentro, é muito fácil levantar pedras quando não se lembra que um dia também precisava de misericórdia.
Quando trouxeram a mulher para ser condenada, todos tinham argumentos, todos tinham razão na lei, mas faltava algo essencial: amor. E foi ali que Jesus expôs não o pecado dela primeiro, mas a condição de quem estava julgando. Porque quem vive de acusar geralmente se esconde atrás da própria religiosidade para não tratar o próprio interior.
Em João 8:7, Jesus não relativizou o erro, mas reposicionou o coração. Ele não ignorou o pecado, mas também não permitiu que a condenação viesse de mãos que não estavam limpas.
Amar almas não é passar pano… mas também não é destruir pessoas. Amar almas é ter coragem de falar a verdade sem perder a compaixão, é estender a mão enquanto aponta o caminho, é lembrar que restauração sempre foi o objetivo de Deus, nunca a exposição.
Quem entendeu o amor de Deus não vive procurando pedras… vive sendo ponte.
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