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domingo, 12 de abril de 2026

MULHERES

 Tem uma mulher na Bíblia chamada Priscila, e o que mais me chama atenção nela não é o que ela fez em público… é o tipo de vida que ela sustentou. Ela não vivia de palco, não aparece pregando para multidões, não tem uma história longa sendo contada, mas quando você olha com atenção, percebe que ela estava envolvida em algo muito sério. Trabalhava com as próprias mãos, abriu a casa para a igreja e caminhou ao lado de Paulo em momentos importantes, mas não parou nisso. Em Atos dos Apóstolos 18:26, ela vê um homem preparado, eloquente, ensinando com segurança… mas com entendimento incompleto. E naquele momento, ela não se omite, mas também não se expõe. Ela chama, ensina, ajusta e forma.

E é aqui que muita coisa se revela. Porque tem gente que só se move quando tem visibilidade, só ensina quando tem público, só corrige quando isso pode ser visto. Priscila não. Ela não precisava de reconhecimento para cumprir o que carregava, não precisava de posição para exercer autoridade, não precisava aparecer para ser necessária. Ela entendia que formar alguém é mais importante do que provar que sabe, que ajustar alguém vale mais do que se destacar. E isso muda tudo, porque expõe uma realidade silenciosa: nem todo mundo que fala está formando, e nem todo mundo que forma precisa falar alto. Priscila não construiu uma vida para ser notada, construiu uma vida que sustenta outros e isso, no final, é o que realmente permanece.

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