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sexta-feira, 17 de abril de 2026

ANO

 O ano era 1990. Eu tinha 11 anos e ainda tentava entender a dor de ter perdido meu pai há poucos meses. Era um vazio silencioso, uma ausência que parecia ocupar tudo dentro de mim.

Saímos de Ressaquinha, às margens da BR-040, em Minas Gerais, e fomos recomeçar em um bairro de Ribeirão das Neves. Por fora, era só uma mudança… mas por dentro, eu ainda estava quebrada.

E foi ali, no meio desse cenário, que Deus começou a se revelar para mim mesmo sem eu entender.

Quem me levou pela primeira vez à igreja foi a Tia Mirtes, que hoje já está com o nosso Deus. Eu entrei na Igreja Deus é Amor sem saber o que esperar… mas havia uma presença naquele lugar que me alcançou de um jeito que eu nunca tinha sentido.

Eu não sabia explicar… mas hoje eu entendo.

“Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado…” (Salmos 34:18)

Naquele momento, Deus não estava distante da minha dor… Ele estava perto, me encontrando no lugar mais frágil da minha história.

Os anos passaram… mas aquilo não se perdeu. Cinco anos depois, aquela semente que foi plantada em silêncio se tornou decisão. Eu me converti.

Hoje eu olho para trás e vejo com clareza: não foi só perda, não foi só mudança… foi Deus me alcançando.

Porque enquanto eu achava que estava só tentando continuar… Deus já estava me chamando.

E aquela menina de 11 anos nunca mais saiu desse encontro.A semente foi plantada …

“Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu vos escolhi…” (João 15:16)


Hoje eu não vivo mais com o vazio.

Eu vivo com Jesus.

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