Tem gente esperando um sinal claro, uma resposta que elimine qualquer dúvida, algo que dê segurança antes de se mover. Esperando entender pra depois confiar. Mas quando você olha para o cego (Marcos 10:46–52) e para Tomé (João 20:24–29), você percebe que nunca foi sobre enxergar ou não… foi sempre sobre posição.
O cego não via nada. Não tinha prova, não tinha controle, não tinha garantia. Mesmo assim, quando ouviu que Jesus estava passando, ele não analisou ele clamou. E quanto mais tentavam calar, mais ele insistia. Ele não esperou ver pra crer, ele creu o suficiente pra se mover. A fé dele não nasceu do milagre, o milagre respondeu a uma fé que já estava posicionada.
Já Tomé tinha vivido tudo. Tinha visto, ouvido, acompanhado de perto. Mas quando chegou o momento de confiar sem apoio, ele colocou uma condição: “se eu não ver… se eu não tocar…” (João 20:25). Não era falta de informação, era limite de confiança. Ele só avançaria até onde podia comprovar.
E isso expõe muito mais do que parece. Porque não é sobre Deus não falar, não é sobre falta de direção é sobre a necessidade de ter controle antes de obedecer. É querer segurança antes de se posicionar, é só se mover quando tudo já está claro.
O cego prova que a fé começa no escuro.
Tomé prova que até quem já viu pode escolher duvidar.
Então não é sobre o que está faltando.
É sobre o que você ainda está exigindo.
“Bem-aventurados os que não viram e creram.” Evangelho de João (v.29)
Chega um ponto em que não é Deus que precisa falar mais…
é você que precisa parar de condicionar e começar a confiar.
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