“Hoje a solidão chegou mais cedo…
Sentou ao meu lado sem pedir licença e ficou. Como se já soubesse o caminho, como se já tivesse a chave de casa. É estranho perceber que o dia inteiro pode passar e nada realmente acontece dentro da gente.
O mundo continua barulhento lá fora. Pessoas rindo, planos sendo feitos, vidas acontecendo. E aqui dentro tudo parece em câmera lenta, como se eu estivesse assistindo a vida através de um vidro que ninguém mais percebe.
Às vezes a sensação não é nem tristeza. É vazio.
Um silêncio tão grande que chega a fazer barulho.
Uma vontade de conversar que não encontra palavras.
Uma saudade que não tem nome nem destino.
A gente aprende a funcionar assim. Responde mensagens, sorri quando precisa, diz que está tudo bem. E ninguém percebe que por trás disso existe um cansaço enorme de tentar parecer inteiro quando, por dentro, tudo parece espalhado.
E o mais estranho é que a mente começa a sussurrar coisas baixinho. Perguntas que não deveriam existir, dúvidas que a gente tenta empurrar para longe. Será que alguém perceberia se eu sumisse um pouco? Será que fariam falta os meus silêncios?
Se você também sente esse peso hoje, queria que soubesse que essa sensação não é exclusividade sua. Existe uma multidão de pessoas caminhando por aí com o mesmo vazio escondido no peito, disfarçado de rotina.
Talvez a gente não se conheça.
Talvez nunca se encontre.
Mas, de algum jeito silencioso, nossas solidões se reconhecem.
E quem sabe seja isso que mantém a gente aqui. A esperança pequena, quase invisível, de que um dia esse vazio encontre um lugar para descansar…”
❤️🩹📝
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