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segunda-feira, 20 de abril de 2026

SINAL

 Tem gente esperando um sinal claro, uma resposta que elimine qualquer dúvida, algo que dê segurança antes de se mover. Esperando entender pra depois confiar. Mas quando você olha para o cego (Marcos 10:46–52) e para Tomé (João 20:24–29), você percebe que nunca foi sobre enxergar ou não… foi sempre sobre posição.

O cego não via nada. Não tinha prova, não tinha controle, não tinha garantia. Mesmo assim, quando ouviu que Jesus estava passando, ele não analisou ele clamou. E quanto mais tentavam calar, mais ele insistia. Ele não esperou ver pra crer, ele creu o suficiente pra se mover. A fé dele não nasceu do milagre, o milagre respondeu a uma fé que já estava posicionada.

Já Tomé tinha vivido tudo. Tinha visto, ouvido, acompanhado de perto. Mas quando chegou o momento de confiar sem apoio, ele colocou uma condição: “se eu não ver… se eu não tocar…” (João 20:25). Não era falta de informação, era limite de confiança. Ele só avançaria até onde podia comprovar.

E isso expõe muito mais do que parece. Porque não é sobre Deus não falar, não é sobre falta de direção é sobre a necessidade de ter controle antes de obedecer. É querer segurança antes de se posicionar, é só se mover quando tudo já está claro.

O cego prova que a fé começa no escuro.

Tomé prova que até quem já viu pode escolher duvidar.

Então não é sobre o que está faltando.

É sobre o que você ainda está exigindo.

“Bem-aventurados os que não viram e creram.” Evangelho de João (v.29)

Chega um ponto em que não é Deus que precisa falar mais…

é você que precisa parar de condicionar e começar a confiar.

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