Tem coisa que é feia… mas tem coisa que revela falta de caráter. Um homem que não governa a própria língua não governa nada. Pode ter posição, pode ter título, pode falar bonito, pode até dizer que anda com Deus… mas se não controla o que fala, está desgovernado por dentro. E o mais grave não é quando isso aparece de forma escancarada, é quando vem disfarçado de “opinião”, de “comentário”, de “só estou falando a verdade”. A Bíblia não trata isso como detalhe, trata como sinal de imaturidade. Porque quem anda no Espírito aprende primeiro a se calar antes de aprender a falar.
E aqui entra um ponto que muitos não querem encarar: é feio ver uma mulher que fala demais, mas é ainda mais pesado ver um homem que vive de conversa, de bastidor, de mexerico. Porque o homem foi chamado para governo, para cobertura, para firmeza… e quando ele se torna alguém que espalha palavras, ele destrói exatamente aquilo que deveria proteger. Não é sobre errar na fala, é sobre um estilo de vida sem filtro, sem domínio, sem responsabilidade com o que sai da boca.
Depois de anos caminhando, uma das coisas mais decepcionantes é ver homens que dizem ter o Espírito Santo, mas não conseguem segurar a própria língua. Porque o Espírito não só te faz falar… Ele te ensina quando não falar. Quem é guiado de verdade não sai comentando tudo, não se envolve em tudo, não se alimenta de conversa vazia. Existe um freio, existe temor, existe consciência.
Quem fala demais expõe o que ainda não foi tratado dentro. Porque a boca sempre revela o excesso do coração. E onde não há governo interno, a língua denuncia. Por isso, mais do que falar de Deus, o homem precisa parecer com Ele no silêncio, no domínio, na postura. Porque no fim, não é o quanto você fala… é o que sua fala revela sobre quem você realmente é.
Provérbios 10:19
“Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é prudente.”
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