Os nobres de Tecoa não ficaram de fora porque não podiam. Eles ficaram de fora porque não quiseram. Eles viram o que Deus estava fazendo, viram o povo se levantando, viram o muro sendo reconstruído… e mesmo assim escolheram não se envolver. Não foi falta de entendimento. Foi decisão.
E isso é o que mais pesa nesse texto de Livro de Neemias 3:5. Porque não é sobre erro, é sobre omissão consciente. Eles sabiam. Eles podiam. Mas não quiseram colocar o pescoço. Não quiseram se submeter ao processo, não quiseram carregar responsabilidade, não quiseram sair do lugar confortável.
Enquanto isso, o povo de Tecoa foi lá e fez. Gente comum, sem título, sem nome de destaque, pegando peso, reconstruindo, se posicionando. Ou seja, quem tinha posição não se moveu… e quem não tinha, sustentou a obra.
Isso expõe um tipo de gente que ainda existe hoje: gente que gosta de estar perto do que Deus está fazendo, mas não entra. Observa, opina, acompanha… mas não se compromete. Quer fazer parte do ambiente, mas não do processo. Quer o resultado, mas não quer o custo.
E vamos falar a verdade: se envolver exige mais do que vontade. Exige se dobrar. Exige abrir mão do controle. Exige sair da posição confortável e entrar num lugar onde você não manda, você responde.
Os nobres de Tecoa não rejeitaram o muro. Eles rejeitaram o lugar deles no muro.
E é isso que pega.
Porque tem gente que não rejeita Deus… só não quer se posicionar dentro do que Ele está fazendo.
E no final, não é sobre quem tinha nome. É sobre quem entrou.
Porque quem fica de fora… também faz uma escolha.
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