Mica roubou a própria mãe. Quando ela descobriu que o dinheiro havia sumido, lançou uma maldição sobre quem tinha pegado. Ele então devolveu as mil e cem peças de prata. Mas a confusão daquela casa não parou no roubo. A mãe dele disse que consagraria aquele dinheiro ao Senhor, mas usou parte da prata para fazer uma imagem de escultura. O filho roubou. A mãe fez um ídolo. E ainda assim aquela casa achou que estava colocando Deus no meio.
Mica pegou aquela imagem, fez uma casa de deuses, preparou objetos religiosos e colocou sacerdote dentro de casa. Tinha altar, tinha prata, tinha aparência espiritual, tinha palavras bonitas, mas não tinha obediência. E quando não tem obediência, a religião vira enfeite para esconder desordem.
A Bíblia diz: “Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia direito aos seus olhos.” Juízes 17:6
Essa frase explica o perigo de uma fé sem governo. Quando Deus não governa o coração, a pessoa começa a montar um deus que combine com a própria vontade. Quer bênção, mas não quer correção. Quer presença, mas não quer renúncia. Quer chamar Deus para dentro de casa, mas não quer tirar da casa aquilo que ofende a Deus.
Nem todo altar levantado significa que Deus está ali. Nem toda frase espiritual nasceu de um coração rendido. A história de Mica mostra que uma casa pode ter religião e ainda assim estar longe da vontade do Senhor.
Deus não abençoa uma fé fabricada para caber na nossa vontade. Ele abençoa uma vida que se dobra diante da vontade dEle.
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