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segunda-feira, 6 de julho de 2026

IGREJA

 O ALÍVIO DA DERROTA E O DESPERTAR DA IGREJA


Para ser bem sincero, vejo a recente derrota do Brasil com um profundo sentimento de alívio. 

Primeiro, pelo lado prático: com o fim da euforia, o país é forçado a tirar os olhos do entretenimento e encarar a realidade da nossa política e economia. 


Os problemas reais não pausam enquanto a bola rola.

Mas o principal motivo do meu alívio é espiritual: a máscara da idolatria finalmente caiu no meio cristão.

O que mais vi na internet nos últimos dias foi um espetáculo lamentável de soberba e prepotência. 


Pessoas que se dizem cristãs passaram a semana inteira criando memes e zombando publicamente do jogador adversário. Quanta arrogância! 

O princípio de Provérbios 24:17 ("Não se alegre quando o seu inimigo cair...") foi jogado no lixo por rivalidade carnal.


E agora? Fomos derrotados justamente pelos dois gols daquele que foi motivo de deboche. Qual vai ser o meme de agora? 

O feitiço virou contra o feiticeiro. 

O que vemos agora são crentes gravando vídeos revoltados.


A zombaria virou fúria, provando que a paz desse povo estava firmada em 90 minutos de jogo, e não na rocha. 

A Palavra diz que a alegria do Senhor é a nossa força (Neemias 8:10), mas a alegria deles era o futebol.


O mais grave e descabido não foi na internet, mas nas igrejas. 

Muitos pastores fecharam os templos ou mudaram o horário de culto para o povo ver o jogo. 


E não adianta vir nos comentários dizer que "adoração se faz em qualquer lugar". 


Sabemos disso! Mas o propósito do templo é justamente a comunhão e a adoração coletiva (Hebreus 10:25).

Nada justifica essa negligência.


Esses líderes deveriam pedir perdão publicamente aos irmãos que queriam cultuar e foram privados disso porque a idolatria ao futebol falou mais alto na liderança. 


Não dá para servir a dois senhores (Mateus 6:24). Que essa derrota seja o chacoalhão para limparmos os altares e devolvermos a 


Cristo a exclusividade da nossa devoção!


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