O ALÍVIO DA DERROTA E O DESPERTAR DA IGREJA
Para ser bem sincero, vejo a recente derrota do Brasil com um profundo sentimento de alívio.
Primeiro, pelo lado prático: com o fim da euforia, o país é forçado a tirar os olhos do entretenimento e encarar a realidade da nossa política e economia.
Os problemas reais não pausam enquanto a bola rola.
Mas o principal motivo do meu alívio é espiritual: a máscara da idolatria finalmente caiu no meio cristão.
O que mais vi na internet nos últimos dias foi um espetáculo lamentável de soberba e prepotência.
Pessoas que se dizem cristãs passaram a semana inteira criando memes e zombando publicamente do jogador adversário. Quanta arrogância!
O princípio de Provérbios 24:17 ("Não se alegre quando o seu inimigo cair...") foi jogado no lixo por rivalidade carnal.
E agora? Fomos derrotados justamente pelos dois gols daquele que foi motivo de deboche. Qual vai ser o meme de agora?
O feitiço virou contra o feiticeiro.
O que vemos agora são crentes gravando vídeos revoltados.
A zombaria virou fúria, provando que a paz desse povo estava firmada em 90 minutos de jogo, e não na rocha.
A Palavra diz que a alegria do Senhor é a nossa força (Neemias 8:10), mas a alegria deles era o futebol.
O mais grave e descabido não foi na internet, mas nas igrejas.
Muitos pastores fecharam os templos ou mudaram o horário de culto para o povo ver o jogo.
E não adianta vir nos comentários dizer que "adoração se faz em qualquer lugar".
Sabemos disso! Mas o propósito do templo é justamente a comunhão e a adoração coletiva (Hebreus 10:25).
Nada justifica essa negligência.
Esses líderes deveriam pedir perdão publicamente aos irmãos que queriam cultuar e foram privados disso porque a idolatria ao futebol falou mais alto na liderança.
Não dá para servir a dois senhores (Mateus 6:24). Que essa derrota seja o chacoalhão para limparmos os altares e devolvermos a
Cristo a exclusividade da nossa devoção!
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