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sábado, 4 de julho de 2026

MENTIR

 Essa pergunta parece simples, mas mexe com muita coisa. Porque tem gente que não chama mentira de mentira. Chama de jeitinho, de proteção, de cuidado, de estratégia, de “foi só para evitar problema”. Mas a Bíblia não suaviza aquilo que Deus reprova.

Efésios 4:25 diz: “Deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo.” Não fala para deixar só a mentira grande, só a mentira que vira escândalo ou só aquela que prejudica alguém. A Palavra manda deixar a mentira.

O problema é que a mentira quase nunca começa na boca. Ela começa no coração tentando escapar da verdade. A pessoa mente para esconder o que fez, para manter uma aparência, para fugir de uma consequência, para manipular uma situação ou para continuar sendo vista de um jeito que já não corresponde ao que ela vive.

E é aqui que a gente precisa ser sincero diante de Deus: mentira não é livramento. Mentira é laço. Pode até parecer que resolve na hora, mas depois cobra caro. Porque uma mentira puxa outra, enfraquece a consciência, endurece o coração e acostuma a pessoa a viver de aparência.

Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Então quem diz que anda com Jesus não pode tratar o engano como ferramenta. Quem é de Deus pode até falhar, mas não faz da mentira um estilo de vida. Cai, se arrepende, corrige, pede perdão e volta para a verdade.

Provérbios 12:22 diz que os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu prazer. Isso confronta, porque Deus não se impressiona com discurso bonito se a boca perdeu compromisso com a verdade.

Então a resposta é direta: quem serve a Deus não deve mentir. Não porque nunca falha, mas porque não pode defender aquilo que Deus mandou abandonar.

A verdade pode doer por um momento, mas a mentira destrói aos poucos. Melhor perder uma desculpa do que perder a paz. Melhor encarar uma verdade difícil do que sustentar uma vida falsa diante de Deus.

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