A túnica nunca foi apenas uma roupa. Era um sinal da graça soberana de Deus. Os irmãos de José acreditaram que, ao arrancarem sua túnica, poderiam arrancar também o propósito de Deus.
Rasgaram o tecido, mas não tocaram na promessa. Jogaram José em uma cisterna, venderam-no como escravo e tentaram apagar sua história. No entanto, aquilo que Deus escreveu no céu jamais poderia ser apagado pelas mãos dos homens.
Há pessoas que vivem tentando vestir aquilo que Deus nunca costurou para elas. Competem, invejam, sabotam e lutam para possuir o que pertence ao outro. Mas existe uma verdade imutável nas Escrituras: o chamado de Deus não pode ser roubado, copiado ou transferido. O que Ele preparou para você foi moldado exatamente para a sua vida, para a sua história e para o propósito que Ele determinou desde a eternidade.
Os irmãos conseguiram ficar com a túnica, mas nunca conseguiram se tornar José. A roupa servia apenas ao corpo daquele que Deus havia escolhido. Da mesma forma, você pode até imitar alguém por um tempo, mas jamais viverá o propósito que Deus escreveu para outra pessoa. A graça de Deus não é distribuída por comparação, mas por eleição e misericórdia.
Talvez hoje pareça que alguém tomou o seu lugar, recebeu a oportunidade que você esperava ou fechou portas diante de você. Lembre-se de José. Deus não depende da aprovação das pessoas para cumprir Suas promessas. Quando chega o tempo determinado pelo Senhor, nenhuma prisão consegue impedir a exaltação, nenhuma injustiça consegue cancelar o destino e nenhuma inveja consegue frustrar os planos do céu.
Descanse. O que Deus preparou para você continuará sendo seu, mesmo que passe por desertos, cisternas ou prisões. Os homens podem atrasar processos, mas nunca podem anular decretos divinos. A fidelidade do Senhor é maior do que a maldade humana.
“Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como se vê neste dia, que se conservasse muita gente com vida.” (Gênesis 50:20)
Que seu coração não se desgaste tentando disputar aquilo que Deus nunca lhe prometeu, nem tenha medo de perder aquilo que Deus já lhe destinou. Quem guarda a promessa é o próprio Deus, e aquilo que Ele determina permanece para sempre.
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