Tem uma conversa que incomoda. Mesmo assim, como profissional e como cristã, considero necessário trazê-la.
Ensinar uma criança a respeitar adultos é importante. Mas ela também precisa aprender que nenhum adulto tem autoridade para ultrapassar os limites do seu corpo, pedir segredos sobre toques inadequados, ameaçá-la ou usar medo — nem mesmo alguém conhecido, querido ou respeitado pela família.
E isso inclui ambientes religiosos.
Jesus advertiu: “Acautelai-vos dos falsos profetas.” Mateus 7:15.
Fé não exige ingenuidade. Título não substitui caráter. Púlpito não coloca ninguém acima de questionamento. E proteger uma instituição jamais deve significar silenciar uma criança.
Ensine seu filho a dizer não.
Ensine que ele pode contar.
E, principalmente, construa dentro da sua casa uma certeza:
“Se alguma coisa acontecer comigo e eu contar, meus pais vão me ouvir.”
Não é ensinar medo.
É ensinar proteção, limites e discernimento.
E fica uma pergunta para nós:
Seu filho sabe que pode contar a verdade mesmo quando ela envolve alguém que você ama e confia?
Converse com ele.
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