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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

CONVERSA

 Tem uma conversa que incomoda. Mesmo assim, como profissional e como cristã, considero necessário trazê-la.


Ensinar uma criança a respeitar adultos é importante. Mas ela também precisa aprender que nenhum adulto tem autoridade para ultrapassar os limites do seu corpo, pedir segredos sobre toques inadequados, ameaçá-la ou usar medo — nem mesmo alguém conhecido, querido ou respeitado pela família.


E isso inclui ambientes religiosos.


Jesus advertiu: “Acautelai-vos dos falsos profetas.” Mateus 7:15.


Fé não exige ingenuidade. Título não substitui caráter. Púlpito não coloca ninguém acima de questionamento. E proteger uma instituição jamais deve significar silenciar uma criança.


Ensine seu filho a dizer não.


Ensine que ele pode contar.


E, principalmente, construa dentro da sua casa uma certeza:


“Se alguma coisa acontecer comigo e eu contar, meus pais vão me ouvir.”


Não é ensinar medo.

É ensinar proteção, limites e discernimento.


E fica uma pergunta para nós:


Seu filho sabe que pode contar a verdade mesmo quando ela envolve alguém que você ama e confia?


Converse com ele.



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