Quando a gente fala de fogo descendo do céu, quase todo mundo lembra de Elias no Monte Carmelo. Ele estava diante de um povo dividido, cercado pelos profetas de Baal, que gritaram, clamaram, se feriram e fizeram de tudo, mas nada aconteceu. Elias então restaurou o altar do Senhor, colocou o sacrifício, mandou jogar água até ficar tudo encharcado e fez uma oração. Foi aí que o fogo caiu e consumiu o sacrifício, a lenha, as pedras, o pó e até a água. Mas Elias não foi o único. Muito antes dele, em Levítico 9, Arão estava diante do altar quando o fogo saiu da presença do Senhor e consumiu a oferta, e o povo caiu com o rosto em terra. Depois veio Davi. Ele tinha errado, mandado contar o povo e visto as consequências daquele pecado. Quando levantou um altar e ofereceu sacrifícios ao Senhor, Deus respondeu com fogo do céu. Mais tarde, em 2 Crônicas 7, Salomão terminou sua oração na dedicação do templo e aconteceu de novo: o fogo desceu do céu e a glória do Senhor encheu aquele lugar. Olha como isso é forte. O fogo caiu em histórias diferentes, com pessoas diferentes e em momentos completamente diferentes. Com Arão havia consagração. Com Elias, confronto. Com Davi, arrependimento. Com Salomão, dedicação. Mas em todas essas histórias havia altar. E talvez seja justamente essa parte que muita gente não gosta de olhar. Todo mundo fala do fogo. Todo mundo quer viver algo extraordinário. Todo mundo quer ver Deus fazer algo grande. Mas altar fala de entrega, renúncia, obediência e conserto. Talvez muita gente esteja pedindo fogo do céu, mas ainda não colocou nada no altar.
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