E talvez o seu deserto nem tenha areia.
Talvez ele esteja nos seus olhos, naquele cansaço que você tenta esconder de todo mundo. Talvez esteja na dificuldade de perdoar alguém que feriu você profundamente. Talvez esteja no casamento que perdeu o diálogo, na família que se afastou, na oração que antes fluía e agora parece sair com esforço. Talvez o seu deserto seja acordar todos os dias e precisar lutar contra pensamentos que ninguém imagina que você enfrenta.
Existem desertos que não aparecem na fotografia.
Tem gente arrumada por fora e completamente cansada por dentro. Gente sorrindo para todo mundo, mas tentando sobreviver a uma guerra dentro de si. Gente que não perdeu uma casa, um emprego ou dinheiro, mas perdeu a paz. E talvez perder a paz seja uma das formas mais dolorosas de atravessar um deserto.
Só que existe algo que eu preciso lembrar você: deserto é caminho, não destino.
Não deixe a dor ensinar você a ser frio. Não permita que aquilo que fizeram contra você transforme você em alguém que não consegue mais amar. Não deixe a decepção roubar a sua capacidade de confiar em Deus. Talvez uma das maiores vitórias dessa travessia não seja apenas chegar à Terra Prometida, mas chegar lá sem ter perdido quem você era na presença de Deus.
Se tiver que chorar, chore. Se precisar recomeçar, recomece. Se perdoar ainda estiver doendo, continue entregando essa ferida ao Senhor Jesus até o seu coração conseguir soltar aquilo que as suas mãos já não deveriam carregar.
Porque haverá um dia em que você vai olhar para trás e entender: eu pensei que aquele deserto fosse me destruir, mas ele não conseguiu.
Eu sobrevivi
E ainda existe uma promessa me esperando do outro lado.
“Porque o Senhor teu Deus te abençoou em toda a obra das tuas mãos; ele sabe que andas por este grande deserto.” Deuteronômio 2:7
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