Amar pessoas difíceis é uma das formas mais profundas de Deus confrontar o nosso próprio coração.
É fácil falar sobre amor quando somos compreendidos, respeitados e tratados como esperamos. Difícil é permanecer em graça quando alguém nos fere, nos decepciona ou simplesmente exige de nós uma paciência que parece ter chegado ao limite. É justamente nesses encontros que o Senhor expõe algo: nós também somos difíceis de amar.
Quantas vezes fomos impacientes com Deus? Quantas vezes ignoramos Sua Palavra, resistimos à Sua vontade e pecamos mesmo conhecendo a verdade? Ainda assim, em Cristo, fomos alcançados por uma graça que não encontrou mérito em nós. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” — Romanos 5:8.
A cruz destrói nossa arrogância. ✝️
Quando olhamos para Cristo, percebemos que não temos o direito de exigir perfeição daqueles a quem fomos chamados a amar. Isso não significa aceitar abusos, chamar o pecado de virtude ou viver sem limites. Significa não permitir que a amargura governe o coração. Significa perdoar como fomos perdoados e oferecer graça porque primeiro recebemos graça.
Talvez a pessoa difícil que tanto incomoda você esteja revelando áreas do seu coração que ainda precisam ser tratadas por Deus. Talvez o Senhor esteja usando essa convivência para esmagar seu orgulho, ensinar paciência e lembrar que o amor bíblico não é apenas sentimento; é fruto de um coração transformado pelo Evangelho.
Antes de pedir: “Deus, mude essa pessoa”, tenha coragem de orar: “Senhor, mostra-me o meu coração.”
Porque quando entendemos o tamanho da misericórdia que recebemos, começamos a olhar para os outros de maneira diferente.
Quem foi muito perdoado não deveria tratar a graça como propriedade particular.
Que Cristo nos ensine a amar. Mesmo quando for difícil. Mesmo quando custar. Mesmo quando o nosso orgulho quiser desistir. Afinal, foi assim que Ele nos amou. 🤍✝️
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