Um cristão verdadeiramente avivado não é aquele que apenas busca experiências espirituais, emoções ou manifestações extraordinárias. É aquele cujo coração foi novamente cativado pela glória de Deus.
A Escritura não nos chama a ter sede de uma vida confortável, de aplausos, de prosperidade ou de bênçãos como um fim em si mesmas. O salmista declara: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Salmo 42:2). A verdadeira avivamento desloca o centro do homem para Deus.
O coração naturalmente caído deseja os dons, mas a graça nos faz desejar o Doador. Queremos a bênção, mas aprendemos a amar Aquele que abençoa. Queremos o consolo, mas acima de tudo queremos a presença do Consolador.
Por isso, avivamento não começa com barulho; começa com arrependimento. Não começa no palco; começa no coração. Não consiste simplesmente em sentir mais, mas em amar mais a Deus, odiar o pecado e desejar obedecer à sua Palavra.
A escritura nos lembra de uma verdade que humilha o homem e exalta a Deus: não somos nós que produzimos a obra da graça em nosso coração. É Deus quem vivifica o espiritualmente morto (Efésios 2:1–5). O avivamento, portanto, não é uma técnica que fabricamos, mas uma obra soberana da graça.
“Aviva-nos, e invocaremos o teu nome.” — Salmo 80:18
Que Deus nos livre de desejar as mãos de Deus mais do que o próprio Deus. Que nossa maior oração não seja: “Senhor, dá-me mais bênçãos”, mas:
“Senhor, dá-me mais de Ti.”
Porque quando Deus se torna nosso maior tesouro, as bênçãos deixam de ser o centro — e a glória dEle volta a ocupar o seu devido lugar.
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