Eliseu queimou a madeira do arado sem ter visto um único milagre do seu próprio ministério. Ele conhecia a terra que trabalhava, mas não conhecia tudo o que enfrentaria seguindo Elias. Mesmo assim, sacrificou os bois, usou os aparelhos para preparar a carne, alimentou o povo e partiu. O que antes sustentava sua rotina virou lenha. Tem uma entrega profunda nessa cena: obedecer antes de saber como tudo vai terminar. Nós queremos seguir a Deus, mas deixar a vida antiga pronta para nos receber na primeira dificuldade. Abandonamos o pecado, mas guardamos o acesso. Dizemos que acabou, mas continuamos alimentando o que pode nos levar de volta. Depois, pedimos em oração que Deus tire de nós aquilo que protegemos quando terminamos de orar. Há decisões que as lágrimas não substituem. Eliseu se despediu da família, mas não ficou adiando a partida. Sentir saudade não o impediu de seguir. Você também pode sentir medo e obedecer. Pode sentir falta e permanecer firme. A dificuldade não é uma ordem para voltar. Pare de chamar de espera aquilo que já virou adiamento. Se o Senhor Jesus já mostrou o que precisa ser deixado, sua próxima oração precisa vir acompanhada de uma atitude. Eliseu não sabia tudo o que encontraria pela frente, mas decidiu o que não levaria com ele. “Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.” Lucas 9:62. Leitura: 1 Reis 19:19-21.
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domingo, 25 de outubro de 2026
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VIDA
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