Parece simples, mas, para muitas pessoas, é uma das frases mais difíceis de dizer.
Porque, quando você olha para sua mãe e para o seu pai, nem sempre o que vem é o amor e a gratidão.
Muitas vezes, o que aparece é só dor.
Existem histórias em que isso pesa ainda mais:
Pais que não estavam disponíveis, que abandonaram, que não souberam cuidar ou que feriram profundamente.
E essas coisas deixam marcas profundas que impactam diretamente a sua vida, como por exemplo:
Na forma como você cria e mantém vínculos.
Na forma como você dá e recebe amor.
Na sua relação com o d¡nhe¡ro, com a prosperidade e com a abundância.
No seu lugar no mundo.
Até na sua vontade, ou não, de viver.
Só que existe uma grande verdade que é desconfortável mas, ao mesmo tempo, libertadora:
Eles te deram a vida… E não existe, neste mundo, um presente mais valioso do que esse.
Não importa como foi ou se não foi do jeito que você gostaria. Graças a isso… você está aqui.
Então, o que significa, de fato, tomar pai e mãe? Não é o que muitos pensam.
Não é perdoar.
Porque, muitas vezes, o perdão te coloca acima deles, como se você dissesse:
“Eu sou maior do que vocês, e por isso eu os perdoo.”
Isso só gera uma coisa nada saudável: desordem. Afinal eles sempre serão grandes (por terem te dado a vida) e você, pequeno (por ter recebido a vida).
Também não é justificar.
Não é dizer que estava tudo bem, nem negar o que doeu e, muito menos, romantizar ou forçar um vínculo externo que não existe.
É algo mais profundo e mais honesto.
É, dentro de você, reconhecer: “foi isso que eu recebi e com isso eu faço algo de bom para a minha vida.”
Sem lutar com a origem.
Sem tentar mudar o que foi.
Porque é a partir desse lugar interno que a vida começa realmente a fluir.
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