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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

ALGO

 Jeremias denunciou algo terrível acontecendo no meio do povo: os profetas anunciavam mentiras, os sacerdotes governavam por sua própria autoridade, e o povo gostava assim. Essa última parte me faz parar. Porque havia engano sendo oferecido, mas também havia gente satisfeita em ouvi-lo. E eu fico pensando no cuidado que precisamos ter com o nosso coração. Podemos gostar tanto de quem nos agrada que começamos a rejeitar quem nos chama à mudança. Quem alimenta nossa mágoa parece nos compreender. Quem justifica nossas atitudes parece estar do nosso lado. Mas quem diz “você precisa perdoar”, “isso precisa mudar”, “nesse ponto você também errou” passa a ser alguém que não nos ama. É doloroso ver uma pessoa se afastar de uma orientação verdadeira porque encontrou alguém disposto a chamar seu erro de razão. E é grave usar a dor de alguém para conquistar seu coração, oferecendo aprovação quando seria necessário ajudá-lo a se arrepender. Acolher uma ferida exige amor, mas alimentar o que está adoecendo aquela pessoa não é cuidado. Isso vale para todos nós, inclusive para quem ensina: ninguém está acima da Palavra, e nenhuma posição torna alguém incapaz de errar. A correção precisa ter verdade, paciência e respeito. Mas precisamos permitir que essa verdade nos alcance. Eu não quero gostar tanto de uma mensagem que deixe de examinar se ela é fiel a Deus. Não quero defender minha vontade enquanto minha vida se distancia do Senhor Jesus. Que Deus nos dê humildade para reconhecer quando estamos procurando alguém que concorde conosco, enquanto Ele está nos chamando ao arrependimento. Porque o texto não termina com o povo satisfeito. Termina com Deus perguntando: “Que fareis ao fim disto?” O agrado passa. As consequências ficam. E ainda há tempo de ouvir a verdade e voltar. Jeremias 5:30-31.


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