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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

ABISM0

 O abismo foi aberto. O sol e o ar escureceram com a fumaça. E o que saiu dali recebeu uma ordem: não tocar em quem tinha o selo de Deus. Você precisa prestar atenção nessa passagem. Em Apocalipse 9, João descreve gafanhotos com rostos semelhantes aos de homens, dentes como os de leões e caudas como as de escorpiões. Sobre eles havia um rei: Abadom, o anjo do abismo, chamado em grego de Apoliom, que significa destruidor. A cena assusta, mas existe um detalhe que eu não consigo ignorar: eles tinham limites. Não podiam ferir a vegetação, não podiam matar e o tormento tinha prazo de cinco meses. Mesmo naquela visão terrível, o poder de destruição não era ilimitado. Mas o que mais me faz parar está no final do capítulo. Depois da sexta trombeta e de outras mortes, os sobreviventes não se arrependeram. Pense nisso: viram o sofrimento e continuaram agarrados aos mesmos pecados. É isso que me faz olhar para dentro. Porque sentir medo do juízo não é o mesmo que abandonar aquilo que desagrada a Deus. A pessoa pode se assustar com Abadom e continuar alimentando a mentira, a idolatria e tudo aquilo que precisa deixar. Eu não quero ler Apocalipse apenas para descobrir o que vai acontecer. Quero permitir que essa Palavra mude a maneira como eu vivo hoje. De que adianta conhecer o nome do anjo do abismo e continuar resistindo ao Senhor Jesus? Antes de procurar mais um mistério para entender, precisamos encarar o pecado que já sabemos que devemos abandonar. Que o nosso coração não se acostume a ouvir Deus e continuar vivendo como se Ele não tivesse falado. Apocalipse 9:1–11, 20–21. 


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