Imagine duas pessoas com uma pedra na mão. Uma quebra uma janela. A outra esconde a pedra no bolso e aponta para o vidro quebrado, como se dentro dela não existisse vontade de destruir também. É assim que muita gente olha para o pecado: enxerga o estrago visível do outro, mas não examina o que carrega por dentro. No Antigo Testamento, a Lei dizia: “Não matarás”. Mas Deus também mandava não guardar ódio no coração. No Novo Testamento, o Senhor Jesus aprofunda esse ensino e mostra que a ira e o desprezo pelo irmão também nos tornam culpados diante de Deus. A pedra escondida não passa despercebida por Ele. Agora pense: quantas vezes suas palavras foram pedras na vida de alguém? Você não derramou sangue, mas espalhou uma história, humilhou, fez uma pessoa sentir que nunca mais seria digna de ser amada. Você foi dormir. Ela ficou acordada, tentando encontrar forças para enfrentar os olhares no dia seguinte. Isso também não é pecado? Nem todo pecado tem as mesmas consequências, mas o seu não se torna pequeno porque você sabe escondê-lo ou justificá-lo. Quem errou precisa se arrepender e responder pelo que fez. Mas quem transforma esse erro em oportunidade para ferir também precisa se arrepender. É doloroso ver alguém pedir a Deus que não o trate segundo os seus pecados e, minutos depois, tratar o irmão como se ele fosse apenas o pecado que cometeu. Antes de levantar a mão para apontar, abra os dedos e veja o que você está segurando. Talvez você esteja chamando de zelo a pedra que ainda não quis soltar. Levítico 19:17
Mateus 5:21–22; Gálatas 6:1.
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