João viu um grande trono branco e aquele que estava assentado sobre ele. Da sua presença fugiram a terra e o céu, e não se encontrou lugar para eles. É assim que Apocalipse 20:11 apresenta uma das cenas mais solenes da Bíblia. Aquilo que parece imenso e permanente não permanece diante dessa presença. Então João vê os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono. Os livros são abertos. Outro livro também é aberto: o Livro da Vida. Os mortos são julgados segundo as suas obras, conforme o que estava escrito nos livros. Perceba o peso disso: uma vida inteira não desaparece simplesmente porque o tempo passou. Nós esquecemos conversas, mudamos de assunto, aprendemos a contar nossa história de uma maneira que nos favoreça. Mas Deus não depende da versão que conseguimos convencer os outros a acreditar. Ele conhece o que aconteceu. Conhece a intenção que ninguém percebeu, a injustiça que ninguém conseguiu provar, a lágrima que secou sem que alguém perguntasse o motivo. Para quem sofreu sem ser ouvido, essa passagem anuncia que a injustiça não terá a última palavra. Para quem se acostumou a ferir e seguir em frente, ela é uma advertência séria. O silêncio de hoje não significa ausência de juízo. João viu grandes e pequenos diante do mesmo trono. A importância que alguém teve aqui não torna sua vida menos exposta diante de Deus. E é por isso que precisamos ouvir essa palavra enquanto podemos nos arrepender. Enquanto há tempo de abandonar a mentira, reparar o que for possível e buscar o perdão do Senhor Jesus. A salvação não se compra com uma lista de boas ações. Nossa esperança está em Cristo, e essa fé precisa alcançar a vida que levamos. Se até a terra e o céu fogem daquela presença, como podemos tratar com tanto descaso o nosso encontro com Deus? Não adie sua entrega como se o amanhã estivesse nas suas mãos.
Apocalipse 20:11–15
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