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sábado, 31 de outubro de 2026

CORAÇÃO



O que de fato governa o nosso coração? Você percebe um descompasso em sua vida entre aquilo que declara como prioridade e aquilo que realmente dirige suas escolhas, desejos e decisões? Infelizmente, é possível declarar que Jesus é o Senhor de nossas vidas, mas viver segundo outros valores, critérios e práticas. 


O encontro de Jesus com o jovem rico nos ajuda a compreender isso. Ele se aproxima com interesse genuíno, demonstra zelo religioso e pergunta o que deveria fazer para herdar a vida eterna. Jesus então toca exatamente no ponto que governava seu coração: “Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me.” (Mc 10:21)


O problema não era simplesmente possuir bens. A questão era mais profunda. O dinheiro havia se tornado algo que aquele homem não conseguia entregar. Ele desejava a vida eterna, admirava Jesus e demonstrava interesse espiritual, mas havia um senhor concorrente dentro do coração. Por isso, diz o texto, ele se retirou triste, pois era dono de muitas propriedades.


Essa história nos leva a uma pergunta pessoal: como saber o que governa o nosso coração? Primeiro, observe aquilo que você não consegue entregar a Deus. Pode ser dinheiro, reconhecimento, um relacionamento, um projeto, uma posição, um hábito ou até um sonho legítimo. Quando algo se torna intocável, pode estar ocupando um lugar que não lhe pertence.


Segundo, observe o que mais influencia suas emoções. O que tem o poder de definir sua paz, sua alegria ou seu senso de valor? Quando nossa estabilidade depende absolutamente de alguma coisa além do Senhor, há um sinal de alerta.


Terceiro, observe suas escolhas. O que realmente governa o coração aparece nas decisões práticas. Onde colocamos tempo, recursos, energia, pensamentos e afetos revela muito mais do que aquilo que apenas afirmamos.


Jesus não queria tirar algo daquele jovem, mas libertar o seu coração para segui-lo. Esse continua sendo o chamado de Cristo para cada um de nós. Ele não aceita apenas uma parte da nossa vida. Ele nos chama por inteiro.


Por isso, peça ao Senhor que revele o que ocupa o centro do seu coração. E, quando Ele mostrar, não racionalize, não proteja, não esconda. Entregue. Tudo aquilo que não conseguimos colocar nas mãos de Deus corre o risco de se tornar maior do que deveria.

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