Você já perdeu a conta de quantos dezembros passaram desde que começou a pedir aquilo a Deus.
Tem o quarto do bebê que até hoje só existe na planta da casa, o processo que não sai da mesma página no site do tribunal, o filho que não liga desde o último Natal. Com o tempo, a esperança vira um assunto que ninguém mais toca no almoço de domingo.
Em Jerusalém havia um homem cujo nome era Simeão, “justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel”, e “fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.” Pelo Espírito ele foi ao templo justamente quando os pais trouxeram o menino Jesus, “o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, pois já os meus olhos viram a tua salvação.” Ali também estava a profetisa Ana, “viúva, de quase oitenta e quatro anos”, que “não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia.” E, “sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus e falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém.”
Os dois esperaram a vida inteira, e a resposta entrou pela porta do templo no colo de uma mãe. Quem não sai do lugar da promessa está lá na hora em que ela chega.
Lucas 2:25-38
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