A geração que mais acompanha a vida de pessoas que nunca conheceu pode estar desaprendendo a ficar a sós com o Deus que a conhece completamente.
Não falta conteúdo cristão. Faltam encontros reais com Deus.
É possível frequentar uma igreja, seguir grandes pregadores, compartilhar versículos, assistir a cortes de mensagens e, ainda assim, não cultivar uma vida de oração.
A mente ficou cheia de conteúdo, mas o espírito continua vazio. O celular nos acostumou com estímulos constantes, e agora o silêncio da presença de Deus parece difícil, demorado e até sem graça.
O problema não é apenas quanto tempo passamos nas redes sociais. É quem está recebendo os primeiros pensamentos do nosso dia, formando nossas convicções e ocupando o lugar que deveria pertencer a Deus.
Seguir um ministério não é o mesmo que ter intimidade com Deus.
Admirar a fé de alguém não é o mesmo que exercer a sua.
Conhecer frases sobre Deus não é o mesmo que conhecê-Lo.
Davi cultivou no anonimato a intimidade que o sustentaria quando chegasse ao reino. Antes da plataforma, houve o campo. Antes do reconhecimento, houve o secreto. Antes da coroa, houve adoração quando ninguém estava olhando.
Faça um teste amanhã: antes de abrir qualquer rede social, abra a Bíblia. Antes de ouvir o que todos têm a dizer, ouça o que Deus deseja falar ao seu coração.
Intimidade com Deus não se constrói no feed. Ela é cultivada no silêncio, na Palavra e na oração.
Agora responda com sinceridade: para você, tem sido mais fácil orar ou abrir o Instagram?
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