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quinta-feira, 12 de março de 2015
NÃO REJEITE DEUS
“Na cadeira de Moisés se assentaram os escribas e fariseus.” (Mateus 23.2.)
A dualidade básica em conflito no homem não é ignorada na Palavra de Deus. Temos visto como são conflituosos a carne e o espírito. Estes conflitos retratam muitas fraquezas existentes em nossa natureza. O ser humano em geral é contraditório em suas atitudes. Às vezes quer tudo, ou faz escolhas erradas, e também se inclina para o erro. O homem não pode salvar a si mesmo, porque está perdido: ele depende de uma intervenção externa, a qual é feita por Deus, na pessoa de Jesus Cristo. Somente aceitando a Cristo o homem será salvo. Mas a condição de aceitar Cristo como Senhor e Salvador pessoal, não se popularizou muito entre os fariseus na época. Jesus os conhecia bem e os expôs em público porque Ele era o primeiro a praticar o que ensinava. Ele disse sobre isto: “Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falaste ao ouvido no gabinete, dos eirados será apregoado (Lucas 12:3)”.
Os fariseus representam a lei (a cadeira de Moisés) e o pacto antigo feito por Deus com o homem através de Moisés. Eles eram os “mestres e doutores” da lei em sua época. Jesus trouxe à luz o que todo mundo já sabia: “os fariseus não praticavam o que ensinavam”. Jesus sabia claramente o que havia por trás disso. Como Salvador Ele disse exatamente as palavras que poderiam salvar, “Porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido”. (Mateus 18:11). A fraqueza é um atributo de todos e não somente dos fariseus, mas a verdade tinha que ser dita. Podemos ver isto em Pedro, quando o negou por três vezes, em Davi, quando mandou matar a Urias, para ficar com sua mulher, em Saulo, quando perseguia aos cristãos, antes de se tornar Paulo e em cada um dos apóstolos, que fugiram amedrontados quando Jesus foi preso, torturado e morto por nós no calvário. Também em Judas, que afinal, não foi o único que o traiu, mas foi o único que o fez de maneira explícita e depois não teve estrutura para suportá-lo.
Jesus se refere aos escribas e fariseus de uma forma que nos leva a entender que eles eram os “intelectuais” da época, mas viviam basicamente de ostentação. Amavam exibir seus conhecimentos das escrituras, mas não queriam ter compromisso com a verdade proclamada por elas. Temos ouvido que a humildade é a disposição para aprender. O reconhecimento de que haverá sempre algo que ainda não sabemos ou não entendemos como convém, juntamente com a disposição para aprender. Pela Bíblia entendemos que eles não tinham essa humildade. É necessário ter muito cuidado com isto porque eles receberam severas críticas do Senhor. A Bíblia diz que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sejamos humildes então! Não queremos ser rejeitados pelo Senhor, nem mesmo desagradá-lo!
Moisés foi muito usado por Deus como veículo para comunicar aos homens que havia regras para serem seguidas. Como disse Paulo, a lei nos traz a consciência do pecado. Ela não é o pecado: é o alerta contra ele. Jesus trouxe a graça, que sobrepuja a lei em excelência! Como está escrito: “Se o ministério da letra foi glorioso, como não o será ainda mais o ministério do Espírito?” Mas os fariseus não o quiseram. Pelo contrário, rejeitaram a Jesus e não o aceitaram, mas Ele sabia mais sobre eles do que foram capazes de confessar. Mas Jesus afirma que Deus faz o sol nascer sobre bons e maus, justos e injustos, mas também na sua Palavra encontramos que os justos verão o fim, o destino dos injustos.
Mas quem é bom? “Não há sequer um justo, todos se desviaram e carecem da glória de Deus.” A premissa é que reconheçamos a Jesus como Senhor e Salvador! Não vem de nós mesmos, não temos mérito! O mérito é todo dele e este é o problema com a lei: ela diz que se não praticarmos não seremos salvos. Precisamos entender que Ele é o nosso intercessor. Então aceitar o nosso intercessor é a única saída. O que seria de nós então se não o aceitássemos? O mesmo que sucedeu com os fariseus que o rejeitaram, e não somente eles, mas todo aquele que o rejeitou e rejeita. Quem somos nós para contendermos com Deus?
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