Quando os cristãos se rendem totalmente ao Cristo vivo, suas vidas são transformadas e, como os cristãos primitivos, eles se tornam verdadeiras testemunhas do Salvador ressurreto. Ser um mero cristão professo não é o suficiente. A vida cristã não tem significado se o Cristo ressurreto não viver verdadeiramente no crente.
Esta experiência celestial só pode ser conhecida pelos crentes que realmente nasceram de novo.
Paulo lembrou os crentes de Colossos que se eles quisessem ser cristãos no verdadeiro sentido da palavra, precisavam entender que estavam começando uma nova vida em Cristo. Eles foram aconselhados pelo inspirado apóstolo com estas palavras:
“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto” (Cl 3:1). Ele lhes disse que no novo nascimento teriam que “despir- se da velha natureza” e “revestir-se com a nova natureza.”
Esta nova natureza foi demonstrada pelo espírito de Cristo neles. E a fim de Cristo ser manifesto neles, teriam de fazer duas coisas: teriam de “despir-se” das velhas práticas pecaminosas; e depois teriam de “revestir-se” da nova conduta e comportamento de um cristão. É importante que observemos tanto o conselho negativo quanto as instruções positivas que foram dados.
Note as palavras no versículo 5: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena…” A palavra “fazer morrer” significa “tornar morta”. Considere como mortas aquelas velhas práticas pecaminosas: “fornicação, impureza, paixão lasciva,” etc.
Vamos ainda ler este versículo em uma outra tradução: “Fazei morrer portanto aquilo que é terreno em você: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos, e cobiça, que é idolatria… agora, despojai-vos também de todos estes: ira, indignação, malícia, maledicência e toda linguagem imprópria da vossa boca”. E assim por diante.
Isto quer dizer que se você nasceu de novo, se você entrou na nova vida com Cristo, estes velhos pecados da carne devem ser mortificados, tornados mortos. Pois, se em seu coração habita a imoralidade, e sua mente está cheia de pensamentos impuros, e suas paixões e desejos malignos têm permissão para transitarem livremente, e se você é cobiçoso com relação às coisas deste mundo, então você nunca poderá demonstrar Cristo.
Se você guarda mágoa de outras pessoas, fica zangado com seu próximo, alimenta o ódio e usa sua língua para falar palavras torpes, para blasfemar e difamar, você certamente nunca convencerá uma viva alma de que é um seguidor de Cristo.
Dê Evidências de Uma Vida Transformada
Portanto, o remédio é cultivar as mais nobres virtudes da nova natureza, e permitir ao Espírito de Cristo possuí- lo de tal forma que se tornará um hábito para você irradiar graça e vida as quais provarão à pessoa mais incrédula que sua vida foi transformada, mudada; e que embora você antigamente tenha andado na concupiscência da carne, agora está revestido com a natureza celestial que é a herança de todos aqueles que nasceram no reino celestial.
Então, nos foi ordenado “revestirmo-nos” destas qualidades divinas. Ouça à Palavra de Deus: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados…” Agora são mencionadas vestes da justiça. E se você tem este tipo de veste, o povo deste mundo saberá que você é cristão.
O que são estas vestes? A primeira a ser mencionada é a veste da misericórdia (Cl 3:12). Esta é uma palavra rica no seu significado. Significa, literalmente, o amor de Deus em você saindo para alcançar seus semelhantes.
Você nunca desprezará nenhum indivíduo humano se você amá-lo como Deus o ama. Se você se colocar no lugar dele e lembrar-se que foi por ele que Cristo morreu, assim como morreu por você, se o seu coração puder alcançar aquela pessoa com um interesse autêntico por ela, você nunca terá más intenções e nem guardará rancor contra ela; porque amor e ódio nunca podem habitar juntos. Então, “dispa-se” da ira e malícia e “revista-se” do espírito de misericórdia.
Em seguida vem a veste da bondade. Bondade é o amor em ação. Você nunca pode ser hostil, desagradável ou áspero com alguém se você o ama. Pelo contrário, você pode perdoar facilmente sua atitude hostil ou desagradável para com você. Você não tentará “acertar as contas” com aqueles que prejudicaram você.
Tente esta fórmula: retribua com bondade a cada ação desagradável que alguém fizer contra você; isto funcionará maravilhosamente. Pense em como o mundo seria se o espírito de bondade cristã estivesse nos corações de todos os homens. Bem, isto pode acontecer, no que nos diz respeito, se nós, que “temos nos revestido de Cristo”, praticarmos o espírito de bondade todos os dias de nossas vidas.
Além disso, temos também a veste da humildade – “humildade de mente”. Um dos piores pecados da carne é o orgulho. Hoje, muitas pessoas são presunçosas, exaltadas e arrogantes.
Mas quando acertamos a vida com Deus, ficamos humildes de espírito. O Espírito de Cristo nos quebranta.
O novo nascimento nos dá uma nova atitude em relação aos nossos semelhantes. Lemos em Romanos 12: “Digo a cada um dentre vós que não pense em si mesmo, além do que convém, antes, pense com moderação segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.”
Portanto, “amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” Assim sendo, se devemos nos portar como cristãos, precisamos nos revestir da veste da humildade.
A próxima desta lista de vestes celestiais é a mansidão. Revista-se de mansidão. Se os outros são vaidosos e orgulhosos e se envolvem em conversas caluniosas e odiosas, e fofocas, você que leva o nome de Cristo não deve ter mostrar estas coisas. A mansidão foi uma das qualidades mais notáveis de Jesus, e através do espírito da mansidão cristã nós O faremos conhecido para os outros. Comportamento cristão é o que devemos enfatizar.
Ainda nesta mesma lista está a veste da paciência. “Revista-se” de paciência. Não são muitos os que se dispõem a esperar e orar.
Parece-me que não há graça que precise ser mais cultivada entre os filhos de Deus do que a graça da paciência.
Nós devemos ser pacientes na tribulação, na perseguição, nas aflições, pacientes com pessoas que são difíceis de se relacionar.
A paciência é uma qualidade da nova natureza. Mas precisa ser cultivada. A instrução santa dada aqui associada à paciência é que devemos “suportar-nos uns aos outros.” Infalivelmente veremos erros nos outros mas temos que suportá-los pacientemente.
Note, depois, a próxima veste da justiça: o espírito de perdão. “Perdoai- vos mutuamente,caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem.
Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.” Nada impedirá mais o seu testemunho por Cristo do que abrigar um espírito que não perdoa aqueles que o prejudicaram ou maltrataram.
“Assim como Cristo nos perdoa”, devemos perdoar, e devemos fazê-lo por amor a Cristo. Dá-nos uma sensação de paz celestial saber que Ele perdoou aqueles que Lhe fizeram mal. Com Cristo no seu coração, você pode sempre perdoar alguém por qualquer tipo de erro cometido contra você.
Acima de Tudo Revista-se de Amor
Chegamos agora ao clímax do estudo sobre estas vestes de justiça. “Acima de tudo isto, porém, esteja o amor,” que é o vínculo da perfeição.
Uma outra tradução diz: “Acima de todos estes, revesti-vos de amor, que une tudo em perfeita harmonia.”
Esta é a resposta a todos os nossos problemas de relacionamento com nossos semelhantes, e especialmente com nossos irmãos em Cristo.
Devemos nos revestir do amor de Cristo. Todos os nossos preconceitos desaparecerão; toda a nossa raiva, malícia, má vontade e ciúmes cessarão quando o amor de Deus possuir nossos corações. “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três. porém o maior destes é o amor.”
Amados, nós nunca teremos que nos preocupar com o nosso comportamento cristão se nos revestirmos com todas estas vestes de justiça e especialmente com o amor de Cristo que é verdadeiramente o cumprimento da lei de Deus. Com o adorno destas virtudes e graças cristãs convenceremos a todos aqueles que têm contato conosco no nosso dia a dia, da realidade da fé cristã.
Dessa forma o Cristo ressurreto e vivo se manifestará em nossos próprios corações, em nossos corpos e em nossas vidas. Façamos agora uma pergunta bem pessoal: O que a ressurreição de Cristo significa na minha vida?
Extraído de Cinqüenta Sermões de Rádio de Dale Crowley. Usado com permissão.
Bendito Espirito, Faze-me Humilde De Coração !
Quando Jesus foi exaltado nas alturas, o Espírito de Deus foi derramado para operar em nós todas as graças necessárias. O Espírito Santo gera arrependimento em nós através de renovar sobrenaturalmente nossa natureza, tirando o coração de pedra de nossa carne. Ah, você não precisa sentar e forçar os seus olhos para extrair lágrimas impossíveis! O arrependimento não surge da natureza relutante, mas da graça livre e soberana.
Não vá para seu quarto golpear seu peito para extrair do coração de pedra sentimentos que não estão lá. Mas, vá ao Calvário e veja como Jesus morreu. Eleve os olhos para os montes, de onde vem o seu socorro. O Espírito
Santo veio com o propósito explícito de ofuscar o espírito do homem, e produzir arrependimento dentro dele, da mesma forma como Ele pairou sobre o caos e estabeleceu ordem.
Sussurre sua oraçao para Ele: “Bendito Espírito, habite comigo. Faze- me manso e humilde de espírito, para que eu possa odiar o pecado e genuinamente me arrepender dele”. Ele ouvirá seu clamor e lhe responderá….
C. H. Spurgeon.
“Se o pecado e a vossa alma não se apartarem, Cristo e a vossa alma nunca se unirão.”
Thomas Brooks.
A Palavra é uma espada
( Charles H. Spurgeon )
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hb 4.12).
A Palavra de Deus é descrita nesta passagem como “viva”. Portanto, a Bíblia é um livro vivo. Este é um mistério que somente pessoas com vida espiritual, vivificadas pelo Espírito de Deus, compreenderão plenamente. Nenhum outro escrito possui em suas palavras uma vida celestial que produz milagres e tem poder de transmitir vida ao seu leitor. É uma semente viva e incorruptível. Ela age, desperta, gera vida e comunica-se com as pessoas como uma Palavra viva.
Você já experimentou o significado disso? Eu posso dizer que este Livro já entrou em conflito comigo. Já me feriu. Já me confortou. Sorriu para mim. Demonstrou desaprovação. Apertou minha mão. Aqueceu meu coração. É um livro que chora e canta comigo. Sussurra e prega para mim. Mapeia meu caminho e sustenta os meus passos. Tem sido o melhor companheiro e ainda é meu capelão matutino e vespertino. É um Livro vivo, inteiramente vivo, desde o primeiro capítulo até a última palavra, cheio de vitalidade, o que o torna superior a qualquer outro escrito para todo filho que foi gerado por Deus.
A Palavra de Deus é sempre renovada, atual e cheia de vigor. “Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente” (1 Pe 1.24-25). Sua vitalidade é tal que pode transmitir vida aos seus leitores. A consequência disso é que, mesmo que esteja sem vida alguma ao começar a ler a Palavra de Deus, não importa, pois você será vivificado enquanto prossegue. Você não precisa trazer vida para as Escrituras. Pelo contrário, você poderá extrair vida delas. Muitas vezes, um único verso nos faz reviver, como aconteceu com Lázaro quando respondeu ao chamado do Senhor Jesus. Quando nossa alma está fraca e pronta a desfalecer, uma única palavra, aplicada ao nosso coração pelo Espírito de Deus, é capaz de nos despertar.
A Palavra não só é viva, mas é capaz de vivificar ou ressuscitar os que não estão vivendo. Fico muito feliz com isso, porque em muitos momentos me sinto totalmente morto. Graças a Deus, a Palavra de Deus não está morta. Quando chegamos a ela, acontece o mesmo que sucedeu com o falecido que, ao ser sepultado no mesmo lugar onde tinha sido enterrado Eliseu, voltou a viver assim que o cadáver tocou nos ossos do profeta (2 Rs 13.21). Mesmo os ossos dos profetas e suas palavras ditas e escritas há milhares de anos darão vida àqueles que forem tocados por elas. A Palavra de Deus é, portanto, extraordinariamente viva.
A Palavra de Deus vive e permanece para sempre. Em qualquer solo e em quaisquer circunstâncias está sempre preparada para manifestar sua própria vida por meio da energia com que cresce e produz frutos para a glória de Deus. Enquanto Deus vive, sua Palavra viverá. Louvemos a Deus por isso. Temos um evangelho imortal, incapaz de ser destruído, que viverá e brilhará depois que a lâmpada do sol já tiver consumido todo sua escassa reserva de óleo.
A Palavra de Deus é poderosa
Em nosso texto, diz que a Palavra é “poderosa” ou “ativa”. Talvez “enérgica” ou “eficaz” sejam as melhores traduções. A Sagrada Escritura é cheia de poder e energia. Quão majestosa é a Palavra de Deus! Para mim, a Bíblia não é Deus, mas é a voz de Deus, e eu não a ouço sem sentir profunda reverência e temor.
Que honra ter um chamado para estudar, expor e divulgar essa Palavra sagrada! Você pode estudar seu sermão, meu irmão, ser um grande orador com uma capacidade maravilhosa de transmiti-la com fluência e impacto. Contudo, o único poder que é eficaz para o mais alto objetivo da pregação é o poder que não provém da sua palavra ou da minha, mas da própria Palavra de Deus. É a Palavra de Deus, não nossos comentários sobre ela, que converte as pessoas. A Palavra de Deus é poderosa para todos os fins relacionados com a obra divina. Como é poderoso ter a capacidade de convencer as pessoas do pecado!
Como a Palavra é dinâmica e eficaz para convencer o coração do pecado, conduzindo-o à liberdade do evangelho! Temos visto homens encarcerados como se estivessem na própria masmorra do diabo e fizemos de tudo para libertá-los. Sacudimos as barras de ferro, mas não conseguimos arrancá-las para libertar os cativos. A Palavra do Senhor, porém, é poderosa para abrir ferrolhos e barras. Não só derruba as fortalezas de dúvida, mas corta a cabeça do Gigante Desespero. Nenhuma cela ou porão no Castelo da Dúvida pode manter uma alma no cativeiro quando a Palavra de Deus, que é a chave mestra, é usada de maneira correta para abrir os cadeados e prisões de desânimo.
É viva e dinâmica para trazer encorajamento e crescimento pessoal. Ó amado, que poder maravilhoso o Evangelho tem para nos trazer consolo! Foi ele que nos levou a Cristo no princípio da nossa conversão e ainda nos leva a olhar firmemente para Cristo até que sejamos semelhantes a ele. A Palavra de Deus, o Evangelho de Cristo, é extremamente poderosa em promover a santificação e em produzir aquela consagração de todo o coração que é, ao mesmo tempo, nosso dever e nosso privilégio.
Que o Senhor faça com que a sua Palavra prove seu poder em nós, tornando-nos frutíferos para toda boa obra a fim de fazer a sua vontade! Por meio da “lavagem de água, pela palavra” (Ef 5.26), isto é, a purificação interior pela Palavra, que sejamos limpos todos os dias e capacitados a andar de vestes brancas diante do Senhor, adornando a doutrina do Deus Salvador em todas as coisas!
A Palavra de Deus, portanto, é viva e poderosa na nossa própria experiência pessoal, e descobriremos que ela agirá assim se a utilizarmos no empenho de abençoar nossos semelhantes. Se você deseja fazer o bem neste mundo tão sofrido, e quer uma arma poderosa para usar, apegue-se ao Evangelho, o Evangelho vivo, o antigo Evangelho original. Existe nele poder suficiente para enfrentar o pecado e a morte na natureza humana.
Qualquer arma intelectual produzida pelo pensamento humano, ainda que usada com toda a sinceridade possível, terá o mesmo efeito que fazer cócegas com um palito em um Leviatã. Nada além da Palavra de Deus terá poder para atravessar as espessas escamas deste monstro. Somente ela constitui a arma mais dura do que aço capaz de cortar as suas múltiplas camadas de couraça.
O Evangelho, quando transmitido pelo Espírito Santo enviado do céu, tem a mesma onipotência que havia na Palavra quando, no princípio, Deus falou às trevas primitivas dizendo: “Haja luz”, e houve luz. Ah, como devemos valorizar e amar a revelação de Deus! Não apenas porque é cheia de vida, mas porque essa vida é extremamente dinâmica e eficaz e age poderosamente sobre a vida e o coração dos homens.
Uma espada que penetra e separa
A Palavra de Deus estabelece linhas muito retas e separa entre o natural e o espiritual, o carnal e o divino. A Palavra de Deus penetra até à própria essência de nossa humanidade e revela os pensamentos secretos da alma. É capaz de “perceber os pensamentos e intenções do coração”.
Ao ouvir a Palavra, você já se perguntou como o pregador muitas vezes revela o que você tentou esconder? Sim, essa é uma das marcas da Palavra de Deus: ela revela os segredos mais íntimos de uma pessoa. Traz à luz aquilo que nem ela havia percebido até então. O Cristo que está na Palavra vê tudo. Leia o próximo versículo: “…todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hb 4.13).
A Palavra não apenas permite que você veja quais são seus pensamentos, mas também os julga. A Palavra de Deus mostra que um pensamento é “vaidade” e outro é “aceitável”. Julga um pensamento como “egoísta”, e outro como “parecido com Jesus”. A Palavra julga os pensamentos dos homens.
Lições práticas
Deixe-me falar sobre as lições práticas que essas qualidades nos oferecem. A primeira é esta: devemos reverenciar profundamente a Palavra de Deus. Se é tudo que acabamos de mostrar, então devemos ler, estudar, valorizar e torná-la a nossa companheira inseparável.
Em segundo lugar: sempre que estivermos sem vida, especialmente na nossa vida de oração, devemos nos aproximar da Palavra, pois ela é viva. Quando você não tiver nada para dizer a Deus, deixe que ela diga algo a você. A melhor devoção pessoal é feita dedicando metade do tempo para leitura da Palavra na qual Deus fala conosco, e a outra metade a oração e louvor, nos quais nós falamos com Deus.
Em seguida: sempre que nos sentirmos fracos em nossas atividades, devemos ir à Palavra de Deus e a Cristo que está na Palavra para buscar poder. É ali que encontraremos o verdadeiro poder. O poder das nossas habilidades naturais, o poder do nosso conhecimento adquirido, o poder que conseguimos extrair de todas as nossas experiências, podem ser apenas vaidade. Somente o poder que está na Palavra será eficaz. Levante-se do poço do seu fracasso e vá até a fonte da onipotência. Pois os que bebem aqui correrão e não se cansarão, andarão e não desmaiarão.
E, finalmente, como este Livro tem o objetivo de discernir ou julgar os pensamentos e as intenções do coração, deixe-o julgá-lo. Se a Palavra de Deus o aprova, você é aprovado. Se a Palavra de Deus o desaprova, você é reprovado. Amigos o elogiaram? Podem até ser seus inimigos ao fazê-lo. Outros observadores o reprovaram? Eles podem estar certos ou errados; deixe o Livro decidir.
Apegue-se à Palavra viva e deixe que o Evangelho de seus pais, o Evangelho dos mártires, o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo seja o seu Evangelho e nada mais que isso. Ele o salvará e fará de você o instrumento de salvar outros para a glória de DEUS.
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