“Cristãos temporários não são cristãos. Quem quer tirar férias desse serviço divino nunca entrou nele.”
Charles Spurgeon
UMA PEQUENA OBSERVAÇÃO MUITO IMPORTANTE PARA NÓS CRENTES CONFESSOS NÃO EXISTE NEUTRALIDADE E NEM FÉRIAS NA VIDA DE UM CRISTÃO REGENERADO. REFERÊNCIA BÍBLICA MATEUS 10 : 32.33. LUCAS 9 : 49.50. ROMANOS 1 : 16.17. ATOS 20 :24. II TIMÓTEO 4 : 6.7.8.
"Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor
(C h spurgeon)
Calvinismo:
"Só usamos o termo ‘calvinista’ como apelido. A doutrina que chamamos de ‘calvinismo’ não se originou em Calvino; cremos que ela fluiu do grande fundador de toda a verdade. Talvez o próprio Calvino a derivou principalmente dos escritos de Agostinho. E Agostinho obteve seus pontos de vista, sem dúvida, guiado pelo Espírito Santo de Deus, enquanto estudava diligentemente os escritos do apóstolo Paulo, e Paulo os recebeu do Espírito e de Jesus Cristo, o grande fundador da igreja cristã. Por conseguinte, usamos esse termo não por atribuirmos extraordinária influência ao fato de Calvino ter ensinado essas doutrinas. Poderíamos muito bem chamá-las por qualquer outro nome, se pudéssemos ser tão coerentes com o fato. (...) As antigas verdades que Calvino pregou, e que Agostinho pregou, são as mesmas verdades que eu prego hoje em dia, pois, doutra maneira, eu estaria sendo falso para com minha consciência e o meu Deus. Não posso alterar a forma de uma verdade; para mim não existe esse expediente de aparar as arestas difíceis de uma doutrina. O evangelho de John Knox é o meu evangelho. E esse evangelho que trovejou por toda a Escócia deve trovejar também por toda a Inglaterra."
"Olhem para a Igreja dos dias atuais. A escola moderna, eu digo. Em seu meio, vemos pregadores que têm uma aparência de piedade, mas negam a eficácia dela. Eles falam do Senhor Jesus, mas negam sua Divindade, que é o Seu poder. Eles falam do Espírito Santo, mas negam sua Personalidade, onde reside Sua própria existência. Eles retiram a substância e o poder de todas as doutrinas da Revelação, embora eles ainda finjam acreditar nelas. Eles falam de redenção, mas eles negam a substituição, que é a essência dela. "
"( A APARÊNCIA DE PIEDADE SEM PODER )
“Como descrever a hipocrisia? É como uma fruta de mármore: parece natural, mas quebra os dentes de quem tenta comê-la.”
"Sei porque a igreja tem pouca influência no mundo atualmente: é porque o mundo tem muita influência na igreja." (C. H. Spurgeon)
"E a meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro." Ezequiel 44:23 .
A missão de prover entretenimento falha em conseguir os resultados desejados. Causa danos entre os novos convertidos. Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical. Levante-se e fale o alcoólatra para quem o entretenimento na forma de drama foi um elo no processo de sua conversão verdadeira!
A resposta é óbvia: a missão de prover entretenimento não produz convertidos verdadeiros. A necessidade atual para o ministro do evangelho é uma instrução bíblica fiel, bem como ardente espiritualidade; uma resulta da outra, assim como o fruto procede da raiz. A necessidade de nossa época é a doutrina bíblica, entendida e experimentada de tal modo, que produz devocão verdadeira no íntimo dos convertidos
(C.H. Spurgeon ) PARA OS NOVOS CONVERTIDOS!
O que é fé temporal?
Há uma frase de Charles Spurgeon que ilustra bem o que é fé temporal ou conversões temporárias: "Os 'convertidos' que nascem emocionados, morrem quando a emoção acaba."
A fé temporal é o tipo de fé que desiste, que não persevera. A pessoa começa crendo com muita alegria, mas, como "não tem raiz em si mesmo", não permanece.
A fé temporal baseia-se na vida emocional, e por isso é passageira e momentânea. A Parábola do Semeador (Mateus 13) ilustra bem a fé temporal, que sucumbe em meio às tribulações e perseguições.
Obviamente, a fé temporal não salva o pecador, porque a fé salvadora é uma fé que persevera. Disse o senhor Jesus: "Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo." (Mateus 24.13)
Em algum sentido o homem Cristão não é desse mundo até mesmo em sua natureza. Eu não quero dizer em sua natureza corrupta e decaída, mas em sua nova natureza. Existe em um Cristão, alguma coisa declarada e inteiramente distinta daquela de qualquer outra pessoa. Muitas pessoas acham que a diferença entre um Cristão e um mundano consiste nisso: um vai a Igreja duas vezes no Domingo, o outro não vai mais que uma vez ou até nenhuma; um deles toma o sacramento, o outro não; um presta atenção às coisas santas, o outro presta muito pouca atenção a elas. Mas, ah, amados, isso não faz um Cristão. A distinção entre um Cristão e um mundano não é meramente externa, mas interna. A diferença é de natureza e não de ações.
Um Cristão é diferente de um mundano como uma pomba o é de um gralha, ou um cordeiro de um leão. Ele não é do mundo até em sua natureza. Vocês não poderiam fazer dele um mundano. Vocês podiam o que quisessem; vocês poderiam causar a sua queda [lhe caluniando diante dos homens e até] em algum pecado temporário; mas não poderiam fazer dele um mundano. Vocês poderiam causar-lhe a apostasia; mas não poderiam fazer dele um pecador, como ele era antes. Ele não é do mundo pela sua natureza. Ele é um homem nascido pela segunda vez; nas suas veias corre o sangue da família real do [Soberano] do universo... A sua liberdade não é daquelas meramente compradas, mas ele tem a sua liberdade em sua natureza de nascido de novo; ele é essencial e inteiramente diferente do mundo.
- Charles Spurgeon. O Caráter do Povo de Cristo.
“Estes não têm raiz.” (Lucas 8.13)
O minha alma, examina-te à luz deste versículo. Recebeste a Palavra com alegria. Teus sentimentos espirituais foram aguçados e uma impressão vívida foi criada. Lembra que receber a Palavra com os ouvidos é uma coisa e que receber a Jesus no íntimo é outra bem diferente. Sentimentos superficiais geralmente acompanham dureza de coração e uma intensa impressão da Palavra nem sempre é definitiva. Nesta parábola, a semente, em um caso, caiu no solo rochoso coberto por uma fina camada de terra. Quando a semente começou a criar raízes, seu crescimento para baixo foi obstruído pelas pedras. Por isso, ela utilizou as suas forças para empurrar as folhas a romperem, tanto quanto pudessem, em direção ao alto. No entanto, não possuindo seiva em seu interior, obtida do nutrimento das raízes, ela murchou. Será que este é o meu caso? Tenho feito uma exibição na carne, sem possuir uma vida interior correspondente? O crescimento excelente ocorre tanto para cima como para baixo, ao mesmo tempo. Estou arraigado em sincera fidelidade e amor para com o Senhor Jesus? Se meu coração permanece endurecido e não está sendo nutrido pela graça de Deus, a boa semente pode germinar por um tempo, mas murchará depois, visto que não pode florescer em um espírito não-quebrantado e não-santificado. Devo temer uma piedade que cresce tão rápido, que carece de firmeza, como a planta de Jonas. Tenho de avaliar o custo de seguir a Cristo. Devo sentir o poder do seu Espírito Santo; então, possuirei uma semente duradoura e permanente em minha alma. Se meu caráter permanecer obstinado como o era por natureza, o sol do julgamento queimará e meu duro coração ajudará o calor a atingir mais a semente mal coberta. Logo minha fé morrerá e meu desespero será terrível; portanto, ó Semeador celeste, ara-me primeiro e depois, coloca a verdade dentro de mim. Deixa-me produzir uma abundante safra para Ti.
Alguns novos convertidos imaginam que, assim que eles acreditam em Cristo e encontram a paz com Deus, eles serão perfeitos e não terão mais pecado dentro deles.
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Tal ideia errônea só irá prepará-los para uma grande decepção, pois a conversão não é o fim da batalha com o pecado, é apenas o começo da batalha. A partir do momento que um homem crê em Jesus, e é assim salvo, ele começa a sua luta ao longo da vida contra seus pecados inatos.
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(-C.H.Spurgeon.) “Pois não pode a tirania dos príncipes nem a insensatez do povo, nem leis malévolas elaboradas contra Deus, nem mesmo a felicidade sobre a terra que poderá provir delas, tornar legítimo aquilo que Deus por sua palavra tenha condenado”.
DECADÊNCIA PELA TOLERÂNCIA
"Primeiro a Igreja abandonou a pregação ousada como a dos puritanos. Em seguida, ela gradualmente amenizou seu testemunho. Depois passou a aceitar e justificar as frivolidades que estavam na moda do mundo, e no passo seguinte passou a tolerá-las em sua fronteira, e agora a igreja os adotou no pretexto de ganhar as multidões."
(Charles Spurgeon )
Se há um exame sobre a questão de frivolidades, quem são os maiores frívolos, as crianças ou os homens e as mulheres de idade adulta? O que é mais frívolo do que um homem viver pelo divertimento de prazeres sensuais, ou a mulher viver para ser vestir e desperdiçar seu tempo na sociedade? Ora, mais ainda, o que é o acúmulo de riqueza por amor à riqueza a não ser uma frivolidade miserável? Será que é brincadeira de criança, mas sem o divertimento?
A maioria dos homens é frívola numa escala maior do que as crianças, e essa é a diferença principal. As crianças quando são frívolas brincam com coisas pequenas - seus brinquedos são tão quebráveis! Não são mesmo feito de propósito para servirem de passatempo e serem quebrados?
A criança como seus passatempos está fazendo o que deve. Mas, tristemente, eu conheço homens e mulheres que brincam frivolamente com suas almas, com o céu e o inferno e a eternidade; brincam com a Palavra de Deus, brincam com o filho de Deus, brincam com o próprio Deus!
5 Advertências para Quem Simplesmente Finge Ser Piedoso - Tim Challies
Há em cada um de nós uma perigosa tentação de agirmos como hipócritas, isto é, de sermos uma coisa, mas fingirmos ser outra. Há muitos dentro da igreja que são assim: pessoas que afirmam ser cristãs, mas que são, de fato, incrédulos tentando convencer os outros (e talvez a si mesmos) de que são seguidores de Jesus Cristo. São pessoas que não praticam a verdadeira virtude, mas que oferecem versões falsas dela. Judas comparou tais pessoas a nuvens sem água, pois elas parecem estar cheias do Espírito, mas na verdade são desprovidas de bondade verdadeira.
Aqui estão cinco sérias advertências para aqueles que apenas fingem ser piedosos:
1. A hipocrisia irrita a Deus.
Deus odeia hipocrisia e hipócritas (como já escrevi aqui), pois a hipocrisia faz mau uso da religião, se aproveitando de suas leis e decretos para a autopromoção. O hipócrita quer a religião—até mesmo a fé cristã—apenas pelas vantagens que ganha através dela. Não volta seu coração realmente para Deus e não faz o bem ao povo de Deus. Leva a Cristo em sua Bíblia, mas não em seu coração. Serve ao diabo enquanto veste o uniforme de Cristo. Ele será condenado por Deus.
2. A hipocrisia é auto-ilusão.
Muitos hipócritas enganam a si mesmos, pensando que seus atos hipócritas são evidência de piedade verdadeira ou, pior ainda, que têm capacidade para merecer o favor de Deus. Quem coleta dinheiro falso prejudica principalmente a si mesmo. Quem acumula piedade falsa causa o maior dano à sua própria alma. “O hipócrita engana os outros enquanto vive, mas engana a si próprio quando morre”.
3. A hipocrisia é ofensiva para Deus e para o homem.
Os incrédulos odeiam o hipócrita por se fazer parecer piedoso; Deus o odeia por ele simplesmente parecer ser piedoso. Os incrédulos são enganados por seu verniz de piedade e o odeiam por isso; Deus vê através desse verniz e o odeia por não ter mais do que uma camada fina. O hipócrita perde de todas as formas pois se torna inimigo dos incrédulos e de Deus. “Os ímpios odeiam o hipócrita porque ele é quase um cristão, e Deus o odeia justamente porque ele é apenas ‘quase’ um cristão”.
4. A hipocrisia é inútil.
O hipócrita pode trabalhar duro nessa vida, mas, assim que morrer, perderá absolutamente tudo. A única recompensa que poderá desfrutar será ainda nessa vida, pois certamente será condenado na morte. Pode ser que seja elogiado no presente, mas receberá apenas punição no julgamento final.
5. A hipocrisia não traz conforto na morte.
Pessoas que apenas passaram um fino verniz de santidade falsa sobre sua depravação se encontrarão sem esperança e sem conforto em seu leito de morte. Pouca santidade leva a pouca felicidade.
A hipocrisia é um pecado feio e que Deus vilipendia. No entanto, ainda há esperança para o hipócrita, e as palavras de Paulo necessitam ressoar em seus ouvidos: “Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Ro 2.4). Aqueles que se voltam para Cristo em arrependimento e fé são purificados de todo pecado, inclusive desse. Então, serão habitados pelo Espírito Santo para que possam remover aquele fino verniz de santidade e, em vez disso, tornarem-se verdadeiramente santos.
Quanto àqueles de nós que realmente são cristãos, mas ainda nos debatemos com a tentação da hipocrisia, devemos orar como Thomas Watson: “Senhor, deixe-me ser qualquer coisa menos hipócrita”, pois ter dois corações exclue uma pessoa do céu. Podemos muito bem nos questionar: “Que bem fará a um homem que outros pensem que ele está no céu quando na realidade estiver no inferno?”.
( GEORGE WHITEFIELD E AS ANTIGAS DOUTRINAS DA GRAÇA )
George Whitefield foi um pastor e pregador itinerante Inglês do século XVIII, somente com a sua bíblia e pregando doutrinas bíblicas, muitas vezes ao ar livre e sem nenhuma estratégia, ele foi usado poderosamente por Deus para trazer um grande reavivamento na Inglaterra e Estados Unidos nos anos em que viveu intensamente o seu ministério. Contemporâneo do notável congregacional Jonathan Edwards, Whitefield também ocupou um lugar proeminente entre os pregadores daquela época. Alguns biógrafos e historiadores afirmam que ele chegou a pregar para mais de 1 milhão de pessoas, e muitas delas foram convertidas ao Senhor Jesus! O ministério dos Apóstolos relatado na Escritura e fatos como esses de homens do passado que fizeram parte da história da igreja, testificam a eficácia da pregação fiel da palavra de Deus!
Whitefield tinha um grande zelo pela teologia calvinista. A soberania de Deus na salvação, bem como o poder da pregação fiel do Evangelho, eram realidades que moviam o seu ministério. Um fato curioso é que esse pregador não chegou às convicções teológicas calvinistas devido a análise dos escritos de João Calvino, mas isso ocorreu mediante os seus diligentes exames das Sagradas Escrituras. Certa feita ele afirmou o seguinte: “Abraço o sistema calvinista, não por Calvino, mas porque Cristo o ensinou para mim”².
No começo do século XVIII o calvinismo começou a declinar na Inglaterra e nas colônias inglesas (atual Estados Unidos), devido as novas doutrinas humanistas e antropocêntricas que irrompiam com veemência naquele cenário evangélico. Entretanto, o movimento reapareceu, e é atribuído a Whitefied a liderança do ressurgimento do movimento calvinista naquela época. Ele promoveu com muita coragem as doutrinas da graça, e inevitavelmente sofreu uma perseguição implacável por parte daqueles que defendiam ensinamentos iluministas e modernistas, centrados no homem.
Gostaria de compartilhar com os leitores, uma síntese das doutrinas que estiveram intrinsecamente ligadas ao ministério evangelístico desse grande homem de Deus, elas são conhecidas como os 5 pontos do calvinismo, as antigas doutrinas da graça, ou pelo acrônimo em inglês TULIP:
DEPRAVAÇÃO TOTAL:
Ele cria na doutrina que ensina que o homem herda o pecado original de Adão, ou seja, todo homem já nasce pecador, e o pecado afetou todas as faculdades humanas, de maneira que o homem permanecerá rebelde contra o seu Criador. Todos merecem a condenação, a não ser que Deus derrame graça na vida do pecador e o capacite à crer em Cristo. Esse era o arcabouço da pregação de George, ele trazia os seus ouvintes às suas reais situações: pecadores condenados que necessitam urgentemente se arrependerem de seus pecados e crerem em Cristo, pois todos pecaram e estão muito longe de Deus (Rm 3.23). E somente através da pregação do Evangelho era que assim poderiam o fazer.
ELEIÇÃO INCONDICIONAL:
Whitefield também admitiu a doutrina da escolha soberana de Deus, que dentre toda a raça humana, escolheu salvar um número determinado de indivíduos para demonstrar seu soberano amor. A respeito dessa doutrina ele disse: “uma doutrina por meio da qual Deus é eminentemente glorificado e seu povo grandemente edificado e consolado”³. Ele mantinha firme a posição reformada da eleição, e entendeu que as doutrinas opostas a eleição divina traziam glória para o homem. Ele acreditava que, ao contrário do que muitos pensavam, essa doutrina tinha grande poder de conversão, pois trazia a garantia e a confiança de que aquele que veio à Cristo está entre os escolhidos de Deus!
Sobre a reprovação dos perdidos ele disse: “Sem dúvidas as doutrinas da eleição e reprovação têm de andar ou cair juntas. (…) creio na doutrina sobre os réprobos, de que Deus intenta entregar a graça salvadora por meio de Jesus Cristo apenas a certo número; e que o resto da humanidade, após a queda de Adão, justamente deixada por Deus a continuar em seu pecado, sofrerá por fim a morte eterna que é seu salário adequado.”4
EXPIAÇÃO LIMITADA:
Deus pai, entregou seu filho Jesus Cristo para sofrer o sacrifício perfeito na cruz em prol da salvação daqueles que Ele já dera na eternidade. Ou seja, a morte de Cristo é eficaz para todos os eleitos, e não para toda a humanidade (pois o sacrifício foi perfeito e não incompleto). Whitefield se opôs a crença da expiação universal, posto que essa doutrina sustenta a base para o livre-arbítrio do homem no tocante a salvação, e conseguintemente tira o poder de Deus e coloca nas mãos do homem. Ele entendia que a morte de Cristo foi suficientemente eficaz para todos quantos cressem, e que isso não traria nenhum prejuízo a sua responsabilidade de pregar, pelo contrário: pregava com muita intensidade sobre o sacrifício de Cristo, para que aqueles por quem o Filho morreu fossem chamados e acabassem buscando a salvação em Cristo Jesus!
GRAÇA IRRESISTÍVEL:
Esse grande evangelista também entendia e pregava que todos os pecadores eleitos em Cristo para salvação, de antemão receberiam a obra da terceira pessoa da trindade (o Espírito Santo). E assim o pecador seria convencido e chegaria ao arrependimento e a fé, concluindo a obra da regeneração. “Eles terão de ser regenerados, nascidos de novo; terão de ser renovados em seu espírito, nas mais profundas faculdades de sua mente, antes que possam realmente chamar Cristo de ‘Senhor,Senhor’”5, afirmava Whitefield. Ele entendia que quando Deus derrama essa graça, ele sempre alcança o resultado esperado, e orava para que o Senhor sempre derramasse dessa graça salvífica quando pregava, pois reconhecia que, se Deus não agisse, a pregação dele por mais grandiloquente que fosse não iria produzir nenhuma conversão. Ele também exortava os ouvintes a orar à Deus pedindo essa graça. A graça irresistível de Deus pode quebrar a resistência do coração mais obstinado pelo pecado que houver, todavia, isso só acontecerá no momento em que Deus quiser. A obra de Deus é eficaz, todos os verdadeiros eleitos serão regenerados irresistivelmente pelo Espírito Santo!
PERSEVERANÇA DOS SANTOS:
Whitefield tinha plena convicção que: “aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Filipenses 1.6). Ele acreditava que Deus há de preservar Seus escolhidos até a eternidade, ou seja, alguém que foi convertido genuinamente jamais poderá cair completamente da graça. Todo verdadeiro crente já tem a segurança da salvação e vida eterna. “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ningu
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