Para a lagarta chegar a ser borboleta são necessárias quatro fases. É uma verdadeira transformação. A metamorfose necessita de um tempo específico, que não pode ser alterado e nem apressado. Creio que as borboletas quando chegam à fase do voo e do formato final, já entendem de processo. Temos que a prender com as borboletas o respeito para com as diferentes etapas da vida. Nada deve ser apressado. No tempo certo, tudo acontece e imprime qualidade e sentido aos diferentes estágios. A pressa e a ansiedade estão maltratando as transformações mais genuínas do ser humano. No ontem não tínhamos tantos avanços e transformações. A vida era até mais monótona. Hoje, a velocidade determina o ritmo de tudo. Tal contexto obriga o ser humano a viver de forma criativa, sentindo o pulsar da existência e aproveitado o sabor de cada momento. Estamos inseridos no ritmo da evolução. Temos muito que aprender e encaminhar. Ao invés de ter pressa é melhor ser dinâmico, prestando atenção nos detalhes e deixando para trás o que não soma. O voo das borboletas podem inspirar nossos passos e nosso ritmo de vida. Mesmo tendo muito por fazer, é possível viver com serenidade e com muita paz. Não importa se todo mundo está correndo, o ritmo é aquele que advém de um coração em paz, que impulsiona o passo seguinte. Não existe vida triste, quando abrimos espaço para a esperança. O hoje até pode ser exigente, mas o amanhã não vai tardar e dará novas oportunidades. Não faltam flores no ambiente conventual, só assim as borboletas passeiam elegantemente promovendo embalos e coloridos, que enchem a alma de alegria. Todos temos muitas transformações pela frente. Sejamos flexíveis e abertos para acolher as novidades que advém dos processos, que vão adequando nosso desejo infinito de viver. A vida está em nossas mãos. Optemos pelo melhor ritmo e pelo compasso mais adequado. Viver é muito bom.
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