A presença de Deus em nossa vida é praticamente natural. Sentimos Deus de diversas maneiras, entrelaçamos sentimentos e estreitamos um pertencimento mútuo. A espiritualidade se faz presente quando deixamos de imaginar um Deus distante e o percebemos presente em nosso cotidiano. Sem Deus, os dias se tornam monótonos e as dificuldades se apresentam intransponíveis. Ele está próximo nos bons momentos e naqueles bem difíceis. Quem nunca se perguntou onde Deus está nos momentos difíceis? Quando as respostas demoram, quando as portas parecem fechadas, quando a oração parece não ecoar… Nessas horas, é fácil acreditar que fomos esquecidos. Mas Deus nunca se ausenta. Ele fala nos pequenos sinais, nas respostas que vêm na hora certa, mas também age no silêncio, preparando caminhos que ainda não conseguimos enxergar. Nem sempre Ele nos dá a resposta que queremos, mas sempre nos dá o que precisamos. Às vezes, Ele nos dá direção clara, outras vezes, nos convida a confiar. O silêncio de Deus não é abandono, é cuidado. É no tempo d’Ele, e não no nosso, que tudo se encaixa. Quando Ele se cala, é porque há lições sendo ensinadas, há forças sendo construídas, há propósitos que ainda estão sendo moldados. A fé verdadeira não é aquela que acredita apenas quando Deus fala, mas também quando Ele parece estar quieto. Porque mesmo quando não entendemos, Ele já está agindo. O que hoje parece confuso, amanhã será clareza. O que hoje nos causa angústia, amanhã será testemunho. Deus nunca está indiferente às nossas dores. Ele age em cada detalhe, nos sustentando em cada passo. A vida pode ser incerta, mas a fidelidade de Deus nunca muda. Que saibamos confiar não apenas quando vemos, mas também quando não entendemos. Porque enquanto esperamos, Ele já está trabalhando.
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