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sábado, 25 de outubro de 2025

FELICIDADE

 Todos, de um jeito ou de outro, estão em busca da felicidade. Valorizo muito essa procura, pois as pessoas que desejam a felicidade num certo sentido já são felizes. Gosto daquela felicidade que inunda a interioridade e que proporciona uma leveza ímpar. Confesso que tenho dificuldade de conviver com pessoas excessivamente pessimistas e indiferentes. É claro que nem toda felicidade se expressa em risos, festas ou declarações. Algumas moram na doçura de um instante, na serenidade de uma presença, no olhar que se cruza e dispensa explicações. É um contentamento que nasce de dentro, sem barulho, e se espalha de forma mansa, como um perfume leve que o vento leva adiante. O silêncio, quando habitado por paz, é a forma mais pura de gratidão. É o lugar onde o coração repousa e reconhece a bondade da vida sem precisar provar nada a ninguém. É nele que percebemos que não é preciso ter tudo para ser feliz, basta estar inteiro no momento. A verdadeira felicidade não precisa de plateia. Ela acontece quando o ser se alinha com o sentido, quando há coerência entre o que se sente, o que se pensa e o que se vive. Às vezes, é apenas o pôr do sol que nos toca a alma, ou o abraço que chega no tempo certo, ou o simples respirar consciente de que estamos vivos. São nesses momentos de silêncio que Deus se revela com mais clareza, porque é quando a alma se acalma o bastante para escutá-Lo. O mundo tenta nos convencer de que felicidade é ruído, exibição e conquista. Mas a alma sabe: felicidade é presença, é plenitude, é o instante em que nada falta porque tudo está onde deve estar. Quando o coração aprende a reconhecer essa alegria silenciosa, a vida muda de tom. Passa-se a valorizar o simples, o essencial, o que não precisa ser dito. E quanto mais profundo é o silêncio, mais ele ecoa em paz. A felicidade que cabe no silêncio é a que permanece, porque nasce do encontro entre o divino e o humano dentro de nós.

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