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sábado, 11 de abril de 2026

VIDA

 Eu estava lendo sobre Tabita (Dorcas)… e não foi o milagre que mais me marcou, foi a vida que ela viveu antes dele. A Bíblia não destaca um título, não mostra posição, não revela palco… mostra uma mulher que decidiu ser útil. E isso me impacta mais ainda, porque ela não precisou de reconhecimento para viver algo que fez diferença de verdade.

Tabita costurava roupas para viúvas. Gente que ninguém via, gente que não tinha como retribuir, gente que não dava visibilidade. Mesmo assim, ela fazia. Com constância, com zelo, com entrega. E aqui está o ponto que mais mexe comigo: ela não precisava de palco para ter valor, não precisava de título para ter relevância. Enquanto muitos hoje querem ser vistos para se sentirem importantes, ela já era necessária sem precisar aparecer.

Quando ela morreu, não foram palavras que apareceram… foram provas. As pessoas mostravam tudo o que ela tinha feito. Isso é forte demais, porque revela que uma vida verdadeira não precisa ser anunciada, ela é percebida. E isso me confronta, porque no final não é sobre o que a gente diz… é sobre o que a nossa vida deixa.

Ela me inspira até hoje porque me lembra que servir também é um chamado. Que fazer bem feito, mesmo no secreto, tem peso. Que não é preciso estar no centro para ser indispensável. Tabita não construiu uma imagem, ela construiu um legado… e é isso que continua falando até hoje.

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