Existe uma distância silenciosa entre quem você mostra e quem você realmente é, e o mais perigoso é quando você se acostuma com ela. Porque não começa como falsidade, começa como adaptação… você aprende a se ajustar, a responder melhor, a parecer mais forte, mais espiritual, mais equilibrado. Só que com o tempo, isso deixa de ser ajuste e vira construção, e sem perceber você passa a sustentar uma versão que não reflete a sua verdade.
E a questão não é o que as pessoas veem… é o que você sabe sobre você. Porque existem áreas que você evita olhar, reações que você justifica, atitudes que você maquiar para não precisar encarar. Mas a verdade não desaparece só porque você decidiu não olhar para ela.
Deus não trabalha com a versão que você apresenta… Ele trabalha com aquilo que você reconhece. Enquanto você protege a imagem, você impede o tratamento. Porque transformação não começa na aparência, começa na verdade que você tem coragem de assumir.
Salmos 51:6
“Eis que amas a verdade no íntimo…”
E talvez hoje não seja sobre mudar tudo de uma vez… mas sobre parar e se perguntar com sinceridade: quem eu tenho sido quando ninguém está olhando?
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