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sábado, 4 de abril de 2026

MAGOA

 Duas forças poderosas distorcem nossa percepção da realidade, a paixão e a mágoa. 


A primeira amplia gestos, exagera sinais, atribui significados que muitas vezes não correspondem à intenção de quem os fez.


A segunda diminui o outro, despreza suas iniciativas e suspeita até mesmo daquilo que nasceu para ser cuidado ou afeto.


Sob essas lentes, deixamos de ver o que é, para enxergar apenas o que desejamos.


Aquilo que alimenta a chama da paixão… ou que justifica a permanência da mágoa.


Por uma lente, os defeitos desaparecem.


Pela outra, as virtudes se tornam inadmissíveis.


Só o amor é capaz de ajustar o foco.


Só ele nos devolve à realidade; não à que nos agrada, mas à que nos cura.


O amor não nos mostra o que queremos ver, mas o que precisamos enxergar.


Por isso, cuidado com os óculos que você usa ou que toma emprestado de outros.


Eles podem estar embaçados pela falta de perdão…

ou turvados por uma ilusão que, inevitavelmente, um dia se transformará em decepção.

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