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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

COROA

 Apocalipse 4:10. Os vinte e quatro anciãos não são personagens secundários no Apocalipse. Eles aparecem repetidamente diante do trono. São figuras de relevância. Possuem tronos. Possuem coroas. E, na interpretação mais coerente, representam a totalidade do povo de Deus, as doze tribos de Israel e os doze apóstolos.


Eles são reis.

Mas existe algo extraordinário na postura desses reis.

Eles não têm dificuldade de se curvar.

Eles não ficam presos ao próprio trono. Não seguram a coroa com as duas mãos como se ela fosse a razão da sua existência. Quando percebem a majestade daquele que está assentado no Trono, eles fazem algo que uma geração arrogante perdeu a capacidade de fazer. Eles se prostram.


Apocalipse 4.10. Eles se prostram. Apocalipse 5.8. Eles se prostram. Apocalipse 5.14. Eles se prostram. Apocalipse 7.11. Eles caem com o rosto em terra. Apocalipse 11.16. Novamente, eles se prostram.


Você percebe a repetição?

A Igreja é apresentada no céu como um povo que sabe se curvar.

Isso confronta uma geração que frequenta cultos, mas não cultua. Que conhece o ambiente da adoração, mas perdeu a capacidade de venerar. Pessoas que entram na presença de Deus com a coroa na cabeça e saem como se ainda fossem o centro de tudo.


Há quem adore com a boca, mas continue sentado no trono do próprio ego.

Há quem levante as mãos diante do público, mas jamais abaixe o orgulho diante de Deus.


Há quem transforme adoração em performance, porque está mais preocupado com quem está olhando do que com aquele que está no Trono.


Os vinte e quatro anciãos nos ensinam que a verdadeira adoração não é uma apresentação diante de uma plateia. É uma rendição diante de uma Pessoa.


Eles possuem coroas, mas as lançam. Possuem tronos, mas se prostram. São reis, mas reconhecem o Rei.

Essa é a essência da Igreja.


Não é perder a identidade. É saber exatamente quem você é e, ainda assim, reconhecer quem Deus é.

A maturidade espiritual não faz você se sentir maior. Faz você se curvar com mais alegria.

Porque quanto mais você compreende a grandeza de Deus, menos necessidade sente de exibir a sua própria.


A pergunta não é se você tem uma coroa.

A pergunta é se você tem coragem de tirá-la. 


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