Tiago, irmão do Senhor, reputado como coluna da igreja em Jerusalém, apresenta-nos uma interessante alegoria:
“Sejam praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando a vocês mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se àquele que contempla o seu rosto natural num espelho; pois contempla a si mesmo, se retira e logo esquece como era a sua aparência. Mas aquele que atenta bem para a lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte que logo se esquece, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.”
Tiago 1:22.25
A Bíblia associa, recorrentemente, a bem aventurança à obediência aos mandamentos divinos. Mas podemos afirmar que ela também está ligada à capacidade de entender o que a palavra de Deus diz a nosso respeito, daquilo que nós verdadeiramente somos.
Sobre isso, Tiago, ao mencionar o ouvinte que não é praticante, compara-o a quem se olha no espelho mas depois não se lembra de como é. Podemos presumir que o inverso também é verdadeiro: que o ouvinte que é praticante recorda com exatidão da imagem vista no espelho. Nessa alegoria, ouvir a palavra de Deus assemelha-se a contemplar o próprio reflexo. Lembrar-se ou não do que foi visto no espelho dependerá se a pessoa será ou não uma praticante da Palavra. Em suma, a própria Bíblia afirma ser o verdadeiro espelho que revela nossa verdadeira identidade.
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