O que mais me assusta não é somente o pecado cometido.
É quando alguém tenta usar o púlpito para apagar aquilo que aconteceu fora dele.
Neste caso, existem relatos públicos de violência doméstica, prisão nos Estados Unidos, atendimento após agressões e deportação. A própria mulher veio publicamente contar o que viveu. (Instagram)
E aqui está a reflexão que precisa chegar também aos líderes:
antes de entregar um microfone, é preciso conhecer minimamente a história de quem está sendo colocado diante da igreja.
Uma pessoa que errou pode se arrepender? Claro que pode.
A graça de Deus não tem dificuldade em alcançar pecadores.
Mas existe uma diferença enorme entre arrependimento e construção de uma nova imagem.
Provérbios 28:13 ensina que quem encobre as suas transgressões não prospera, mas quem confessa e abandona alcança misericórdia.
Arrependimento bíblico não começa dizendo:
“Eu nunca fiz.”
Começa tendo coragem de dizer:
“Eu fiz. Eu errei. Eu assumo. E não quero mais ser essa pessoa.”
E isso também precisa servir de alerta para a igreja:
púlpito não pode virar esconderijo de reputação.
Restauração é bíblica. Perdão é bíblico. Transformação é bíblica.
Mas nenhuma dessas coisas exige apagar a dor de quem sofreu para preservar a imagem de quem feriu.
Que Deus nos dê líderes com amor, mas também com discernimento.
Porque antes de perguntar se alguém prega bonito, talvez seja necessário perguntar:
essa pessoa está realmente vivendo aquilo que prega?
E para você: arrependimento verdadeiro pode existir sem assumir responsabilidade?
Me conta nos comentários e compartilha essa reflexão.
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