Há dores que não chegam para destruir a nossa fé, mas para revelar onde ela está firmada. Deus, em sua providência, muitas vezes nos conduz por caminhos que não escolheríamos para nos ensinar a depender daquele que jamais perde o controle.
A Escritura não promete uma vida sem sofrimento; promete a presença de Deus no meio do sofrimento. “Quando passares pelas águas, eu serei contigo” (Isaías 43:2). O cristão não sofre porque Deus o abandonou. Muitas vezes, sofre justamente enquanto Deus o está conduzindo para uma dependência mais profunda, uma esperança mais sólida e uma fé menos apoiada em circunstâncias.
A oração nasce, muitas vezes, quando nossas próprias forças terminam. O silêncio pode nos ensinar a esperar. E a dor pode nos lembrar de uma verdade que o coração humano insiste em esquecer: não somos autossuficientes.
Cristo não apenas conhece a nossa dor; Ele entrou nela. O Filho de Deus tomou sobre si sofrimento, rejeição, humilhação e morte. Na cruz, vemos que a aparente derrota pode estar no centro do propósito redentor de Deus. O Calvário nos ensina que Deus continua soberano mesmo quando não conseguimos enxergar o que Ele está fazendo.
Por isso, não desperdice a dor tentando apenas escapar dela. Leve-a para Deus. Ore quando não houver palavras. Chore diante daquele que recolhe as lágrimas dos seus filhos. Espere quando não houver respostas. E permaneça firme quando a providência parecer incompreensível.
A sua força não está na ausência da tempestade, mas no Deus que permanece com você dentro dela.
“A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.”
— 2 Coríntios 12:9
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