Perdoar não é devolver a chave da casa para quem já provou que sabe entrar e destruir.
Pensa comigo: quando alguém rouba sua casa, você pode até decidir não viver consumida pelo ódio. Mas isso significa entregar novamente a senha do alarme? Quando alguém quebra um vaso precioso, você pode perdoar, mas ainda assim não colocar o mesmo vaso nas mãos de quem não aprendeu a cuidar.
Nos relacionamentos acontece a mesma coisa.
Uma mulher pode perdoar o marido que a traiu e decidir reconstruir o casamento. Mas isso não significa que ela precise colocar novamente à sua mesa a pessoa que entrou na sua intimidade, ganhou sua confiança e participou da destruição do seu lar.
Ela pode desejar que essa pessoa seja transformada por Deus. Pode não alimentar vingança. Pode seguir a vida sem planejar o mal.
Mas por que o perdão teria que devolver acesso?
Perdão trata aquilo que ficou dentro de você. Reconciliação trata aquilo que precisa ser reconstruído entre duas pessoas. E confiança não nasce de palavras bonitas; ela volta quando existe arrependimento verdadeiro, mudança de comportamento, responsabilidade e tempo.
Há portas que você fecha com raiva. Mas também existem portas que você fecha em paz, porque finalmente entendeu que amar não é permitir repetição.
Talvez você não esteja com dificuldade de perdoar. Talvez esteja aprendendo que não precisa provar seu perdão voltando para o lugar onde foi ferida.
Agora me responda com sinceridade: qual porta você continuou abrindo por culpa, mesmo sabendo que precisava estabelecer um limite? Escreva apenas: “Eu entendi.”
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