Tem uma coisa mais perigosa do que uma igreja que não fala do Céu:
é uma igreja que já não sente falta de falar dele.
Porque quando a prioridade muda, o discurso muda junto.
A fé começa a ser medida pelo que você conquistou.
A bênção passa a ser medida pelo que você possui.
A autoridade passa a ser medida pelo tamanho do púlpito, do patrimônio, da influência, da agenda.
E, aos poucos, Cristo deixa de ser o centro sem que ninguém perceba.
Esse é o ponto que me preocupa.
Não é ter recurso.
Não é ter estrutura.
Não é ter crescimento.
É quando tudo isso passa a ser usado como prova de espiritualidade.
Porque riqueza nunca foi certificado de intimidade com Deus.
Cargo nunca foi sinônimo de unção.
Multidão nunca foi garantia de aprovação do Céu.
E aparência espiritual nunca enganou Deus.
📖 Mateus 7:22-23 é uma das passagens mais assustadoras do Evangelho: gente que profetizou, realizou obras e usou o nome de Jesus… e, ainda assim, ouviu que não era conhecida por Ele.
Isso deveria nos fazer tremer.
Porque talvez a maior tragédia da igreja não seja perder público.
É continuar funcionando depois de perder o centro.
Continuar tendo agenda.
Continuar tendo palco.
Continuar tendo dinheiro.
Continuar tendo aplauso.
E já não perceber que Cristo ficou do lado de fora.
Por isso certas mensagens incomodam tanto.
Elas mexem naquilo que a estrutura aprendeu a proteger.
E aqui não é sobre uma pessoa.
É sobre todos nós.
Se tirarem a prosperidade, o título, o reconhecimento, o palco e tudo aquilo que impressiona gente… ainda sobra Cristo?
Essa é a pergunta.
Porque, no fim, Deus não vai perguntar quantas pessoas sabiam o nosso nome.
Ele vai olhar para aquilo que nós fizemos com o nome dEle.
Agora eu quero ler vocês:
o que você acha que a igreja de hoje precisa recuperar com urgência?
Não responde para me agradar.
Quero saber o que você realmente pensa.
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