Imagine um rio correndo por séculos, atravessando terras, servindo de limite, de fronteira, de barreira. Agora imagine esse mesmo rio começando a desaparecer diante dos olhos de quem vê. Foi isso que João viu em Apocalipse 16. O sexto anjo derramou a taça sobre o grande rio Eufrates, e a sua água secou. Mas o que causa temor não é apenas um rio secando. É descobrir por que ele secou. A Bíblia diz que foi para preparar o caminho dos reis que vêm do Oriente. Meu Deus, isso muda completamente a cena. O Eufrates não perde suas águas por acaso, não é apenas uma imagem de seca, não é um detalhe perdido no meio do Apocalipse. Uma barreira inteira é retirada porque chegou a hora de algo que estava determinado avançar. O que durante tanto tempo separou, agora abre passagem. O que parecia impossível de atravessar, deixa de impedir. E talvez seja justamente isso que mais assusta nessa profecia: perceber que existe um tempo em que aquilo que segura deixa de segurar. João está vendo um caminho nascer onde antes havia água. Está vendo reis avançarem por um lugar que antes era obstáculo. Está vendo a história caminhando para um ponto que ninguém poderá impedir. Enquanto os homens olham para fronteiras, exércitos, rios e poder, Apocalipse revela que existe uma hora determinada acima de tudo isso. Uma hora que ninguém adianta e ninguém atrasa. Quando ela chegar, até o Eufrates terá que sair do caminho. Talvez o mais assustador de Apocalipse 16 não seja saber que o rio vai secar. É saber que ele vai secar porque chegou a hora de os reis passarem.
“E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do Oriente.” Apocalipse 16:12
Nenhum comentário:
Postar um comentário