Cristo não é glorificado apenas quando cantamos sobre Ele, mas quando Ele se torna mais precioso para nós do que aquilo que desejamos receber dEle.
Essa é uma das marcas mais profundas da fé verdadeira: Deus deixa de ser apenas um meio para alcançar bênçãos e passa a ser o próprio tesouro da alma.
Paulo pôde dizer: “Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp 1:21). Isso não é linguagem de uma fé centrada no conforto, na prosperidade ou na realização pessoal. É a confissão de alguém que encontrou em Cristo um valor superior à própria vida.
Jesus também declarou: “Quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a sua vida por minha causa, esse a salvará” (Lc 9:24).
O evangelho não promete que Cristo preservará tudo aquilo que amamos. O evangelho promete algo infinitamente maior: Cristo a nós.
Se Ele nos der saúde, continuaremos a adorá-Lo. Se permitir perdas, continuaremos a adorá-Lo. Se abrir portas, Ele será suficiente. Se fechar portas, Ele continuará sendo suficiente. Se a vida nos der abundância, Cristo será nosso tesouro. Se a morte nos tirar tudo, ainda assim não poderá nos separar dEle.
A verdadeira fé não pergunta apenas: “O que Deus pode me dar?” Ela aprende a perguntar: “Se Deus me tirar tudo, Ele ainda será suficiente para mim?”
É nesse ponto que nosso coração é confrontado.
Porque podemos desejar as dádivas de Deus sem desejar o Deus das dádivas. Podemos amar o céu pelas recompensas e não por Cristo. Podemos cantar sobre a cruz e, ao mesmo tempo, viver como se nossa maior esperança estivesse nesta vida.
Mas quando Cristo se torna mais precioso do que saúde, dinheiro, reconhecimento, relacionamentos, sonhos, conforto e até a própria vida, então o mundo começa a enxergar o valor incomparável de Jesus em nós.
Cristo é glorificado quando Ele não é apenas aquilo que queremos receber, mas Aquele por quem estamos dispostos a perder tudo.
“Quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti.” — Salmo 73:25
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