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sábado, 13 de janeiro de 2024

DÚVIDA

 Não aceite ser “bode expiatório” nem “boi de piranha” de ninguém 


Ser um “bode expiatório” refere-se a ser injustamente culpabilizado por problemas, erros ou situações, muitas vezes como uma forma de desviar a atenção dos verdadeiros responsáveis. Essa expressão tem origens na prática dos antigos hebreus em que um bode era simbolicamente carregado com os pecados do povo e depois expulso e abandonado no deserto para purificar a comunidade. No contexto moderno, ser um “bode expiatório” implica ser alvo de culpa ou punição, muitas vezes sem justificativa, para encobrir outros envolvidos ou para lidar com situações difíceis.


O fato é que ninguém quer assumir a responsabilidade por seus próprios fracassos. É mais conveniente encontrar alguém para carregar a culpa pelas nossas escolhas ou letargia. E aqui, temos que distinguir entre “culpa” e “responsabilidade.” Geralmente, a responsabilidade é compartilhada. Cada um tem sua parcela para arcar. Mas a culpa, a gente simplesmente transfere. Alguém já disse em tom jocoso, “a culpa é minha, eu a coloco em quem eu quiser.” Brincadeiras à parte, a culpa tem o poder de nos esmagar e triturar como se faz com a cana quando se quer extrair seu caldo. 


Você não é culpado pela separação de seus pais. Nem culpado pela desintegração de um grupo. Nem culpado pelo insucesso de alguém. Se há outros implicados na situação, então, a questão é de responsabilidade que deve ser assumida por todos os envolvidos. Pare de culpar os outros por aquilo em que você está diretamente implicado. E não deixe que transformem você no bode expiatório ideal para livra-los da responsabilidade de seus atos.

Já o “boi de piranha” refere-se à prática em que boiadeiros sacrificam o boi mais fraco do rebanho, fazendo-o atravessar o rio enfestado de piranhas para atraí-las com o sangramento provocado por um corte proposital em uma de suas patas. Enquanto ele é devorado vivo, os boiadeiros atravessam o rio com sua boiada em segurança. (CONTINUA NO COMENTÁRIO).

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