Enquanto os dias vão se somando, a vida vai construindo uma história. Cada um de nós possui uma história de vida, que está em curso. Até o último instante, estaremos fazendo os registros da nossa existência. Viver supõe uma capacidade de lidar com os fatos e acontecimentos. Todas as histórias possuem diferentes interpretações. O outro lado da história certamente será contado com a ajuda do tempo que passa. Em nossos dias, poucos querem saber do outro lado da história, preferem sair julgando. Quantas vezes tiramos conclusões precipitadas sem conhecer a história por inteiro? Julgamos, interpretamos à nossa maneira e acreditamos estar certos, sem perceber que há sempre um outro lado. O tempo, com sua paciência silenciosa, se encarrega de mostrar aquilo que, no calor do momento, não conseguimos enxergar. A verdade não precisa de pressa, pois ela sempre se revela. O que hoje parece um erro pode se mostrar um aprendizado, e o que julgamos ser uma injustiça pode, mais tarde, revelar-se uma proteção. Nem tudo é o que aparenta ser à primeira vista, e a maturidade nos ensina que antes de apontarmos o dedo, devemos esperar a história se desenrolar. O tempo tem o dom de trazer clareza. As palavras mal ditas, as atitudes mal interpretadas, os sentimentos que pareciam definitivos, tudo pode mudar quando damos espaço para o tempo trabalhar. Aquilo que nos inquieta hoje pode se tornar irrelevante amanhã. A pressa em entender pode nos fazer cometer enganos, enquanto a paciência nos dá a chance de enxergar com mais sabedoria. Nem toda resposta precisa ser imediata. Algumas verdades só se revelam com o tempo, e algumas histórias só fazem sentido quando olhamos para trás. Que saibamos confiar no processo, deixando que o tempo nos mostre aquilo que hoje ainda não conseguimos compreender. E, no final de tudo, que saibamos amar ao invés de julgar.
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