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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

PERTO

 PERTO, PORÉM LONGE 


''E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou, e não queria entrar. E saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos...'' (Lucas 15:25-29)  


A parábola do filho pródigo, poderia muito bem se chamar "a parábola dos filhos perdidos". Não só se perdeu o filho mais moço que saiu de casa e foi até um país distante gastando tudo que tinha vivendo uma vida desregrada, mas também o filho mais velho que embora estava próximo de seu pai e de casa, havia se perdido em si mesmo. Externamente fez todas as coisas que um bom filho deveria fazer, mas no seu íntimo se afastou completamente do real propósito de vida. E é justamente nele que muitos de nós nos identificamos. 


Os pecados do filho mais moço é muito fácil de identificar, seu estado era visível. Porém quanto ao filho mais velho, ele cultivava uma aparência exterior digna de respeito, honra e admirações; mas no seu interior trazia consigo ressentimentos, mágoas e infelicidade. Muitos de nós nos tornamos "filhos mais velhos". Nos portamos com uma aparência piedosa, cheios de auto-justificação, vestimos com pomposas vestes religiosas mas ainda sim perdidos. Perdidos em um orgulho devastador, atrás de uma máscara alimentada por anos. Cheio de realizações, mas vazio de identidade.


Encontramos extrema facilidade em apontar erros, mas falhamos em reconhecê-los em nós. Da mesma forma em que seu irmão mais moço precisava se reencontrar em seu pai, se entregar ao seu amor incondicional. Ele, o filho mais velho também foi convidado a isso. Mas as vezes, ao decorrer de nossas vidas preferimos ficar do lado de fora da casa. Nos tornamos cobradores de Deus, achando que por muito fazer, sou mais digno ou o mais amado. Como se ele fosse obrigado a satisfazer todas as minhas vontades. Vivemos de sentimentos criados por nós mesmos, construindo uma auto imagem completamente diferente daquilo que é amor. Almejamos realizações e elogios, afundamos ainda mais em um processo onde nos perdemos em um caminho criado por nossas próprias pretensões. 


O pai não pensa assim, a sua graça não busca nem créditos e muito menos débitos. Não depende de mim o seu amor. ELE não deseja somente a volta do filho mais jovem, mas também a do mais velho. O mais velho também precisa ser encontrado e conduzido de volta à casa. Esta não é uma história que separa dois irmãos – o bom e o mau. Somente o pai é bom. O amor de Deus não depende de nosso arrependimento ou nossas mudanças internas ou externas. O grande desejo do pai é de me fazer voltar para casa, pois somente assim posso me tornar parecido com ele. Seja no meio dos porcos ou do lado de fora da casa, tirem suas máscaras, entrem na casa, assentem-se ao redor da mesa e desfrute da comunhão com Pai. É na comunhão que existe mudança! 


Você precisa voltar, você precisa se encontrar no Pai, se despir de todas desculpas e vanglórias e correr apressadamente ao encontro daquele que nos chama ao arrependimento.


(Alisson Bruno)


REFLEXÃO 


QUATRO ESTÁGIOS NA VIDA DO FILHO PRÓDIGO


● O filho pródigo, da parábola de Jesus, é um retrato de todos nós. Na sua jornada, passou por quatro estágios: 


1°) Era feliz e não sabia, ou seja, era feliz inconscientemente, quando estava na casa do Pai; 


2°) Era infeliz e não sabia, ou seja, era infeliz inconscientemente, quando estava no país diante vivendo dissolutamente; 


3°) Era infeliz e sabia, ou seja, era infeliz conscientemente, quando estava passando necessidade, cuidando de porcos;


4°) Era feliz e sabia, ou seja, era feliz conscientemente, quando voltou para a casa do Pai. Em qual desses estágios você está? 


(Hernandes Dias Lopes)


Na parábola do filho pródigo nem sempre somos o filho que saiu de casa, as vezes somos o filho que ficou em casa. Nos orgulhamos de seguir todos os mandamentos do Pai, nos achamos mais merecedores porque não desperdiçamos o que o Pai nos entrega, e achamos que só nós somos filhos. Mas pecamos por dois cruciais motivos. Primeiro:


Desconhecemos o caráter do Pai de tal forma, que somos surpreendidos pela sua capacidade de perdoar pecados, e segundo: Nos negamos a chamar de irmão, aqueles que o Pai chama de filhos.


Pense nisso!


▪︎ "A conhecida parábola do "filho pródigo" revela que o filho mais velho, representado pelos escribas e fariseus, mesmo proclamando sua auto-justiça e fazendo propaganda de sua irretocável obediência a Deus, fica do lado de fora da festa promovida pelo pai. Já o pródigo representado por publicanos e pecadores, que viveu dissolutamente, mas arrependido voltou para a casa do pai, recebeu o abraço do perdão e o beijo da reconciliação. A justiça própria e a síndrome de perfeição podem revelar que ainda hoje há perdidos dentro da igreja. Gente que nunca gastou seus bens e sua vida na dissolução, mas também gente que nunca se reconheceu pecador e carente da graça de Deus. Essa parábola é um alerta para nossa geração!"


▪︎ "Somos os filhos de Deus. Vede que (sublime) tipo de amor nos tem concedido o Pai: que de os filhos de Deus fôssemos chamados. Por causa disso o mundo não nos conhece: porque não conheceu a Ele. Ó amados, agora filhos de Deus somos, e ainda não foi feito manifesto o que seremos. Mas temos sabido que, quando Ele (o Cristo) for feito manifesto, então semelhantes a Ele (o Cristo) seremos nós; porque O veremos assim como Ele (o Cristo) é" (1Jo 3.1-2 LTT)


▪︎ "O filho pródigo saiu de casa e estava longe de casa. O filho mais velho ficou em casa, mas estava longe de casa"


Soli Deo Gloria!

Compilado Por Israel Reis

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