“Em Que Nos Tens Amado?” – Quando o Amor de Deus é Questionado
> “Eu vos tenho amado, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos tens amado?”
(Malaquias 1:2)
Deus inicia o livro de Malaquias com uma declaração clara, direta e graciosa:
“Eu vos tenho amado.”
Mas a resposta do povo revela um coração endurecido:
“Em que nos tens amado?”
Não é que Deus tenha se calado. É que o povo havia se tornado insensível à graça.
Eles olhavam para as circunstâncias difíceis do presente e, a partir delas, julgavam o amor de Deus. Quando a vida não correspondia às expectativas, o amor divino passou a ser questionado.
Então o Senhor os conduz de volta à história da aliança:
> “Não foi Esaú irmão de Jacó? Todavia, amei a Jacó.”
O amor de Deus não é um sentimento momentâneo nem uma resposta às ações humanas. Ele é pactual, soberano e fiel. Antes mesmo de Jacó merecer, Deus já havia decidido amá-lo. Esse amor não nasce do mérito, mas da graça; não depende da constância humana, mas da fidelidade divina.
Quantas vezes nós também agimos assim?
Quando uma oração não é respondida como esperamos, quando algo nos é negado, quando a dor permanece, o coração rapidamente sussurra: “Será que Deus realmente me ama?”
Essa é uma mentira antiga, apenas repetida em novos cenários.
O amor de Deus não é medido pelo que Ele nos concede, mas pelo que Ele já fez. E a maior prova desse amor não está apenas na eleição de Jacó, mas na cruz de Cristo:
> “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8)
Talvez você ainda não tenha experimentado esse amor. Talvez esteja distante por feridas causadas por pessoas, ou por escolhas que você mesmo fez. Ainda assim, a voz de Deus continua ecoando com graça e firmeza:
“Eu vos tenho amado.”
Que o Senhor nos conceda um coração sensível, capaz de ouvir sua voz, confiar em seu cuidado e obedecer, tanto nos dias bons quanto nos dias difíceis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário